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O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, declarou no III Congresso Extraordinário do Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), que decorreu em Malabo de 10 a 12 de Novembro, que quem mata duas ou três pessoas “não pode ficar impune com vida” e defendeu que aos delinquentes mais perigosos se devem “cortar os tendões” dos pés para que possam ser identificados mais facilmente pela população.

Estas declarações, presume-se que para consumo interno, são inadmissíveis e inaceitáveis em qualquer Estado soberano que respeite os direitos humanos. Nessa medida, tendo delas tomado conhecimento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português reagiu lamentando “veementemente” o teor das palavras do Presidente Obiang, uma vez que constituem uma “grave violação” dos direitos humanos.

A falta de respeito pelos direitos humanos tem sido fonte de fricção recorrente entre os governos de Lisboa e Malabo e uma das razões que motivou a resistência portuguesa à adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) nas cimeiras de Luanda em 2010 e Maputo em 2012.

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publicado às 12:44



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Paulo Gorjão. Blogging since 2003, de acordo com a norma ortográfica antiga.

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