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Miguel Macedo

por Paulo Gorjão, em 30.04.15

Aqui e ali vão surgindo pequenos fragmentos, referências soltas, a Miguel Macedo. Não é a primeira vez que aqui escrevo sobre o ex-MAI. Tal como em relação a José Sócrates, enquanto cidadão apenas exijo uma coisa: que se investigue tudo o que tiver de se investigar, doa a quem doer. Macedo não é uma excepção. Ponto.

Não há incómodos por ser do PSD, ou inconveniências por ter feito parte do Governo. E seguramente dispenso cabalas. Investigue-se de forma tão célere quanto possível e sem paninhos quentes. Tão simples quanto isto.

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publicado às 14:58

Rui Rio

por Paulo Gorjão, em 30.04.15

Leio, entretanto, que o PSD e o CDS vão a acelerar o calendário para as presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa ou Rui Rio: um deles poderá vir a ser o candidato que terá o apoio dos dois partidos.

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Não sou propriamente um indefectível de Rio, antes pelo contrário. Não lhe conheço um pensamento político estruturado. As suas intervenções, por vezes, revelam falta de reflexão e alguma superficialidade. Dito isto, por outro lado, Rio parece-me ser uma pessoa íntegra, que fez um bom trabalho no Porto e que tem uma visão equilibrada dos poderes presidenciais. Igualmente importante, Rio é politicamente experiente, moderado e pragmático. Em suma, pesados os prós e os contras, caso decida avançar, contará seguramente com o meu apoio e o meu voto.

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publicado às 09:00

Sampaio da Nóvoa

por Paulo Gorjão, em 30.04.15

Está pública e oficialmente lançada a candidatura presidencial de Sampaio da Nóvoa. Não poderia ter começado de forma pior. Sampaio da Nóvoa fez questão de confirmar que tem, tal como referiu oportunamente Vital Moreira, uma visão dos poderes presidenciais que só criará problemas institucionais e que será uma fonte de instabilidade política. Sem experiência política e militância partidária, Sampaio da Nóvoa é uma carta de alto risco que o PS parece estar disposto a jogar, numa altura em que Portugal dispensava factores adicionais de imprevisibilidade.

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publicado às 08:00

Jorge Tomé e o BANIF

por Paulo Gorjão, em 29.04.15

O mandato de Jorge Tomé que agora termina no BANIF esteve longe de ter sido feliz. Não surpreende, por isso, que a sua continuidade à frente do conselho de administração seja uma questão em aberto. Não sei se não foi feliz por responsabilidade e incapacidade pessoal, ou se o seu menor desempenho se explica pela falta de apoio dos accionistas de referência. Não tenho informação para perceber exactamente o que falhou. Uma coisa é certa: alguma coisa falhou, uma vez que o BANIF continua a navegar por águas incertas. Dois simples exemplos: por um lado, a estrutura accionista continua por clarificar; por outro, o seu plano de reestruturação permanece por aprovar pela Direcção-Geral da Concorrência da UE.

Independentemente de quem seja responsável pelo que se passou no primeiro mandato de Jorge Tomé, talvez fosse sensato dar início a uma nova etapa no BANIF, nomeadamente com um novo líder do conselho de administração. Se essa é a vontade de Jorge Tomé, tanto melhor. Se não é, paciência.

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publicado às 16:20

Base de dados de agressores sexuais de menores

por Paulo Gorjão, em 29.04.15

O que nasce torto jamais se endireita, ou de boas intenções está o inferno cheio. Paula Teixeira da Cruz é determinada e persistente, mas por vezes revela também uma falta de bom senso inexplicável. Já faltou mais tempo para se poder decretar oficialmente o seu fracasso político.

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publicado às 15:40

Elevação política

por Paulo Gorjão, em 29.04.15

Ana Gomes, como de costume: insinuações graves relativamente a José Pedro Aguiar-Branco, mas nada de provas para as sustentar. Vale tudo.

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publicado às 15:05

António Costa está disponível? (2)

por Paulo Gorjão, em 28.04.15

Julgo que não me enganei quando escrevi isto, no passado dia 24 de Abril. É verdade que João Galamba manifestou hoje a disponibilidade do PS no sentido de submeter o documento sobre o cenário macroeconómico ao crivo do Conselho de Finanças Públicas (CFP). Continuo a pensar, todavia, que tal acabará por não acontecer, em virtude de um qualquer pretexto de última hora. Por uma razão muito simples: há aqui, para o PS, uma dose de risco significativa e a notícia serão sempre as críticas. Ora, o documento macroeconómico é uma peça central na estratégia política e eleitoral de Costa, pelo que não pode correr o risco de o mesmo ser alvo de críticas que o descredibilizem.

Dito isto, o PS não quer assumir publicamente a recusa em sujeitar o documento a um crivo independente, até porque isso contribuiria também para gerar suspeições sobre a sua credibilidade. Assim sendo, o PS está perante um dilema, i.e. between a rock and a hard place: não pode aceitar o crivo do documento e as inevitáveis críticas, mas também não pode assumir a fuga à avaliação do seu cenário macroeconómico. Logo, resta-lhe aceitar formal e publicamente o desafio do PSD, mas sem a intenção de o vir a fazer na realidade.

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publicado às 18:55

Portugal, os EUA e as Lajes

por Paulo Gorjão, em 28.04.15

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Fonte: i (28 de Abril de 2015).

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publicado às 13:45

As coisas são como são...

por Paulo Gorjão, em 27.04.15

Não há muito a dizer sobre os resultados desta sondagem. A coligação é relativamente consensual em qualquer um dos partidos. Mais no CDS do que no PSD, é certo, mas isso também seria de esperar.

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 Fonte: Correio da Manhã (27 de Abril de 2015).

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publicado às 18:23

Passado, presente e futuro

por Paulo Gorjão, em 27.04.15

Na política apenas existe passado e presente. O passado na medida em que condiciona o presente. O presente porque é aquilo que verdadeiramente interessa. O futuro é um problema dos outros. Não existe politicamente.

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publicado às 17:35

Se a idiotice pagasse impostos...

por Paulo Gorjão, em 27.04.15

A filha de Salgueiro Maia foi notícia pelos piores motivos. Fruto das circunstâncias da vida procurou a sua sorte fora de Portugal. Aparentemente ressentida e ressabiada, lembra o 'convite' de Pedro Passos Coelho à emigração. Queixa-se de Portugal que compara ao Terceiro Mundo. Vive no Luxemburgo. Primeiro Mundo, portanto. Imagino que seja muito melhor, embora sobre o Luxemburgo seja parca em comentários. Parece que por lá chegou a trabalhar "mais de 17 horas por dia", por um salário de 1300 euros, um valor inferior ao salário mínimo no Luxemburgo, que ronda actualmente os 1900 euros (Lusa via Público). Repito, Primeiro Mundo, mas nem um comentário crítico. O que diria ela de Portugal -- e do Governo -- se aqui tivesse de trabalhar mais de 17 horas por dia por um valor abaixo do salário mínimo?

Não há pachorra para gente idiota.

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publicado às 12:45

A inteligência e o bom senso...

por Paulo Gorjão, em 26.04.15

...não se transmitem através do ADN. O resultado é mau, muito mau.

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publicado às 22:58

Habemus coligação

por Paulo Gorjão, em 25.04.15

Um segredo muito bem guardado. Só hoje se soube que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas iriam anunciar a renovação da coligação. O dia foi escolhido de forma cirúrgica. Mais importante, PSD e CDS arrumaram a casa. Por um lado, os dois partidos aumentaram as suas possibilidades de vencer, indo a jogo em coligação; por outro, fecharam uma frente de combate, não tendo que se preocupar um com o outro.

Dito isto, à esquerda continuam as divisões de sempre entre BE, PCP e PS, com projectos totalmente inconciliáveis.

Não sei o que será mais valorizado pelo eleitorado no momento de votar, ainda que suspeite que, o que quer que seja, tal favorecerá a coligação. Uma coisa é certa: nos próximos meses vamos viver dias interessantes. Coloquem os cintos de segurança.

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publicado às 20:51

Momentos Kodak

por Paulo Gorjão, em 25.04.15

No dia em que aparentemente será anunciada daqui a algumas horas a renovação da coligação entre PSD e CDS, deixo aqui coisinhas boas para recordar daqui a uns meses: a partir desta semana, há uma grande alternativa que veio gerar "soluções completamente diferentes para governar o país" e que torna impossível ver Costa e Passos Coelho "no mesmo governo". Bom, torna e não torna: uma "grande cambalhota" -- quão grande? -- pode tornar possível o "impossível" num abrir e fechar de olhos.

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 Fonte: Diário de Notícias (22 de Abril de 2015).

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publicado às 16:59

A vida custa a todos

por Paulo Gorjão, em 25.04.15

João Galamba tanto assina o Manifesto dos 74, que pedia a extensão da maturidade para 40 anos e reestruturação da dívida acima dos 60% do PIB, como integra, de forma coerente, a equipa de economistas que elaborou o recente cenário macroeconómico do PS e onde a extensão da maturidade ou a reestruturação da dívida são não-assuntos.

É a vida...

[Adenda]

Além de João Galamba, também Paulo Trigo Pereira. Valentes!

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publicado às 16:42

Operação Marquês: a cabala

por Paulo Gorjão, em 25.04.15

O advogado de José Sócrates, Pedro Delillle, considera que a detenção de Joaquim Barroca visa "prejudicar o partido que José Sócrates presidiu [o PS]".

A acusação, naturalmente, é muito grave, na medida em que se está a dizer que o Ministério Público, através da Operação Marquês, tem uma agenda política clara: prejudicar o PS. Eis a inevitável tese da cabala a dar um ar da sua graça. Esta tese, como é óbvio (e como acontece com a maioria das teorias da conspiração), não resiste a dois segundos de escrutínio minimamente sério.

A verdade é que Sócrates necessita desesperadamente de se colar ao PS e de politizar o seu caso. A sua luta tem de ser a luta do PS, ainda que jure solenemente respeitar a separação de águas.

Em contrapartida, a última coisa de que António Costa precisa é de um imbróglio desses. É óbvio que o caso Sócrates tem o potencial para prejudicar o PS, mas isso acontece por arrasto e não de forma deliberada.

A questão, aliás, seria muito simples de resolver. Se Sócrates está tão preocupado com as implicações do seu caso no PS, que tal avançar, por sua iniciativa, com um processo de desfiliação do partido? Vai uma aposta que não o fará?

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publicado às 03:00

25 de Abril

por Paulo Gorjão, em 25.04.15

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publicado às 00:38

António Costa está disponível?

por Paulo Gorjão, em 24.04.15

Paulo Trigo Pereira: "Gostava imenso que o Conselho de Finanças Públicas analisasse estas propostas e estas simulações. Teríamos todo o gosto."

Boas notícias, nesse caso. Passando das palavras aos actos: se faz favor, Trigo Pereira pode solicitar a António Costa que o faça?

Aposto aqui o que quiserem que o secretário-geral do PS não o fará. Não pode. E não pode porque faria ruir a sua estratégia. Costa necessita desesperadamente de credibilizar a reputação do PS perante os eleitores. O plano macroeconómico não tinha, aliás, outra finalidade.

Sujeitar o estudo ao Conselho de Finanças Públicas -- ou à UTAO -- é um risco que Costa não vai correr. O secretário-geral do PS não se vai arriscar a ouvir o que não quer publicamente, como seja dúvidas fundamentadas -- ainda por cima oriundas de fontes consideradas imparciais e isentas -- sobre a credibilidade do cenário macroeconómico do PS. Por isso é que o repto de Maria Luís Albuquerque ficou sem resposta. Paulo Trigo Pereira ainda é muito verde nestas coisas...

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publicado às 17:50

A discreta e silenciosa renegociação da dívida

por Paulo Gorjão, em 24.04.15

"Este reembolso antecipado [de 14 mil milhões de euros ao FMI] representa uma poupança líquida de pagamentos de juros na ordem dos 500 milhões de euros".

Naturalmente, a decisão do Governo em antecipar a amortização de toda a dívida ao FMI é uma boa notícia. Porém, por vezes receio que se transmita uma percepção errada. A dívida está ser paga ao FMI, mas ela continua a existir. Portugal continua a dever os 27 mil milhões de euros, muito simplesmente a dívida está noutras mãos, i.e. nos mercados. Importa fazer alguma pedagogia. A situação portuguesa continua a ser muito complicada. Infelizmente, a pressão política, pública e mediática tenderá a jogar contra o esforço de equilíbrio das contas públicas. Esperemos que o actual e o futuro governo, independentemente da sua composição, saibam resistir ao canto dessas sereias.

Dito isto, trata-se de boas notícias. Discretamente, através de uma renegociação responsável da dívida, os juros vão encurtando. E não é pouco...

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publicado às 16:30

Macedo: imune, goste ou não

por Paulo Gorjão, em 24.04.15

Miguel Macedo pediu o levantamento da imunidade parlamentar, mas a Comissão para a Ética, presidida por Pedro Lynce, deu resposta negativa. Note-se que Macedo não estava propriamente a pedir o levantamento da imunidade parlamentar de terceiros, mas apenas que fosse levantada a sua, algo que foi ignorado pela Comissão. Em resultado, prevaleceu uma visão formalista e institucionalista em detrimento da vontade individual.

Macedo justifica a sua decisão dizendo não querer que subsistam dúvidas se estará escondido atrás do estatuto de imunidade parlamentar. Na verdade, o ex-ministro da Administração Interna sabe que, mais tarde ou mais cedo, é possível -- e provável? -- que o pedido seja formulado por um juiz. Ao tomar a iniciativa, Macedo procurou defender a sua imagem no espaço mediático e, de certo modo, acelerar o seu depoimento.

Substantivamente, ao recusar o seu pedido, a Comissão para a Ética desrespeitou a sua vontade individual e prejudicou a sua estratégia de defesa. Está certo.

 

[Adenda]

Com a legislatura a terminar, se estivesse no lugar de Macedo renunciava ao mandato parlamentar. Reconquistava, de novo, a iniciativa e mostrava aos cépticos que não pediu o levantamento apenas porque sabia que seria recusado. Era xeque-mate.

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publicado às 14:51

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