Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Uma carta aberta

por Paulo Gorjão, em 12.02.15

A imprensa publicou hoje uma carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tendo como ponto de partida a situação criada, no contexto europeu, pelas eleições na Grécia. De tom crítico, como não poderia deixar de ser tendo em conta a lista de subscritores, a carta acaba por ser mais do mesmo: um apelo ao fim das políticas de austeridade, salvo uma ou duas excepções, subscrito pelos suspeitos do costume.

Como sempre acontece nestas ocasiões, a carta aberta veio alimentar o ciclo noticioso e as redes sociais durante um dia, mas amanhã -- a não ser os próprios -- já ninguém se lembrará dela. Fica, no entanto, uma ou duas dúvidas: quem impediu António Costa de a subscrever? O que leva Ferro Rodrigues a ser sempre tão ridículo?

Naturalmente, a carta aberta não tem outra finalidade que não seja o combate político, motivo pelo qual dois ou três idiotas úteis -- os do costume -- dão sempre jeito. Isto dito, se a carta tivesse um propósito minimamente sério não teria sido divulgada, como é óbvio. Mas, nesse caso, parte dos subscritores não teria tido interesse em a assinar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:14

Grécia: uma estratégia arriscada

por Paulo Gorjão, em 11.02.15

B9lCWwCIIAEWIeS.jpg-large.jpegB9lDjKBIcAARejZ.jpg

 

Ao mesmo tempo que os ministros da Finanças chegavam hoje à reunião do Eurogrupo, manifestantes marcavam posição a favor do Governo em Atenas, aliás que me recorde é a segunda vez que tal acontece desde que Alexis Tsipras venceu as eleições há menos de 15 dias. O Governo, naturalmente, poderia desincentivar as manifestações, mas a verdade é que entende que as mesmas lhe dão respaldo em Bruxelas, Berlim ou Frankfurt, mostrando que não tem margem para recuar. Trata-se de uma estratégia altamente arriscada. De momento as manifestações servem os seus interesses. Mas será uma questão de tempo até que a 'rua' colida com a necessidade de negociar.

Não haja ilusões. Esse momento chegará em breve, caso contrário seria pior sinal ainda. Como é que o Governo explicará perante o seu eleitorado o recuo inevitável que evite o Grexit? Como é que o Governo responderá à 'rua'?

Não por acaso, é no Parlamento que está o epicentro de um regime democrático. A 'rua' em circunstância alguma deve assumir uma relevância que não pode ter. Tendo ido por esse caminho, como é que o Syriza recolocará o génio de novo dentro da garrafa?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:44

De regresso

por Paulo Gorjão, em 10.02.15

De volta, depois de uma licença sabática, numa altura em que se vivem dias interessantes. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:04


O autor

Paulo Gorjão. Blogging since 2003, de acordo com a norma ortográfica antiga.

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D