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Chave, gazua, ou chave mestra?

por Paulo Gorjão, em 31.10.13
"Com a conclusão do nosso programa de assistência em Junho de 2014 -- daqui por oito meses -- o Orçamento do Estado a aprovar pela Assembleia da República será a chave com que fecharemos a porta a esta fase de dependência extrema e de limitação severa da nossa autonomia", disse Pedro Passos Coelho, no debate sobre o Orçamento do Estado para 2014, e será também a "chave com que abriremos o período pós-troika".
Na verdade, trata-se de uma gazua, ou de uma chave mestra...
Agora a sério: esta passagem do discurso do primeiro-ministro é muito reveladora. Muito claramente, Passos Coelho considera o Orçamento do Estado de 2014 como o ponto por excelência que marcará a legislatura e o seu mandato. É, por assim dizer, o momento de vida ou morte que ditará o seu (e o nosso) futuro no curto e médio prazo. Daí a imagem da chave e do poder que lhe está associado. É uma chave poderosa, e sem ela tudo seria muito mais complicado.

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publicado às 20:00

Revisão constitucional

por Paulo Gorjão, em 31.10.13
Estará. A seu tempo.

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publicado às 14:02

O Ministério Público...

por Paulo Gorjão, em 31.10.13
...é um forte candidato ao título de instituição mais patética e mais ridícula em Portugal. Juro que gostava de saber, a partir do momento em que houve uma fuga de informação e a investigação tinha sido concluída, por que motivo não se esclareceu imediatamente a opinião pública.
Numa nota lateral, será possível que quem passou a informação para os jornais não soubesse mais tarde do seu arquivamento? A fonte tinha interesse em divulgar a primeira, mas não a segunda parte da informação?
Como sempre acontece, tudo tresanda a manipulação.

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publicado às 12:07

Isto nem deveria...

por Paulo Gorjão, em 30.10.13
...ser notícia.

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publicado às 11:23

Portugal e Angola: condenados a entender-se [9]

por Paulo Gorjão, em 30.10.13
Começa, portanto, a confirmar-se que Rui Machete disse o que não podia, mas sabia o que dizia?

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publicado às 08:30

Vamos a votos? [3]

por Paulo Gorjão, em 29.10.13
Realmente, isto anda tudo ligado. Quando li que Manuela Ferreira Leite apoiava Pedro Rodrigues lembrei-me logo, quase que por reflexo, de António Preto e de Helena Lopes da Costa. É sem surpresa, portanto, que leio que os dois apoiam a candidatura de Pedro Rodrigues. Se, como já referi, Pedro Rodrigues dificilmente me convenceria a votar em si, com apoios destes ainda pior.

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publicado às 22:53

Coisa nunca vista

por Paulo Gorjão, em 29.10.13
Um jornalista que, depois de ter exercido funções num Governo ou numa autarquia, regressa ao seu ponto de origem na comunicação social. Um caso único, de certeza absoluta...
Aparentemente, pelo facto de ter sido chefe de gabinete poderia existir um problema de incompatibilidade, mas se tivesse sido adjunto ou assessor a questão já não se colocava. Não se ria, caro leitor, é mesmo assim. Santa paciência...

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publicado às 10:34

O direito à privacidade

por Paulo Gorjão, em 29.10.13
Hoje em dia multiplicam-se as ameaças à privacidade com as origens mais diversas e com graus de sofisticação cada vez maiores. O problema parece ser tanto mais grave porque muitos cidadãos não se importam rigorosamente nada com a sua salvaguarda. De certo modo, diria que, por várias razões, nunca a privacidade foi tão pouco estimada.
Há alguns anos atrás entendia que se alguém expunha a sua vida privada com o intuito de retirar dividendos, uma vez aberta essa porta, a partir daí era legítima a sua devassa, para o bem e para o mal. Da mesma forma, considerava também que se um político tinha em privado uma conduta contrária à sua posição pública e política, nesse caso era igualmente legítimo que essa divergência fosse noticiada na comunicação social.
Há muito que considero que a minha posição estava errada. Hoje penso de forma diferente, eventualmente mais tolerante. Mesmo que alguém tenha aberto as portas da sua casa à comunicação social, abdicando da sua privacidade, ou que um político tenha em privado uma conduta diferente da sua posição pública e política, mesmo assim considero que uns e outros têm direito à salvaguarda da sua privacidade.
Vem isto a propósito do que se está a passar com Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. Ainda que no passado tenham retirado proveito da exposição da sua privacidade, ou de parte dela, como julgo que terá sido o caso, entendo que mesmo assim a comunicação social deveria ter alguma reserva na cobertura mediática do processo de divórcio litigioso em curso. Não é isso que está a acontecer, muito pelo contrário. Nos últimos dias, a comunicação social, parte dela, não se inibiu de revelar tudo e mais alguma coisa, eventualmente com o contributo dos próprios, relatando factos, verdadeiros ou não, que são da sua esfera privada. É claro que nada do que se está a passar entre os dois nos interessa enquanto cidadãos ou nos diz respeito pessoalmente. Nada do que está a ocorrer na sua vida privada é relevante do ponto de vista do espaço público. Em suma, não há nenhuma justificação para a violação da sua privacidade, ainda que parte dos factos possa ocorrer na via pública, ou que os intervenientes sejam eles próprios fonte de (des)informação.
As figuras públicas, tal como o cidadão anónimo, também têm o direito à privacidade, mesmo que no passado a tenham estimado muito mal.

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publicado às 09:11

Vamos a votos? [2]

por Paulo Gorjão, em 28.10.13
Regresso, de novo, às eleições que terão lugar no dia 9 de Novembro na distrital de Lisboa do PSD. O Expresso identifica Nuno Morais Sarmento, Manuela Ferreira Leite, Alexandre Relvas, Luís Palha da Silva, João de Deus Pinheiro, Mário David, Sofia Galvão e Rui Gomes da Silva como sendo apoiantes da candidatura de Pedro Rodrigues. Uma constelação de estrelas muito interessante e sobre a qual haveria muito para dizer.
Podemos começar por João de Deus Pinheiro, por exemplo. Em 2009 nem chegou a aquecer o lugar de deputado, renunciando logo no primeiro dia. Curiosamente, foi Pedro Rodrigues quem ocupou o seu lugar, ele que se candidatou à Assembleia da República pelo círculo de Braga. De Braga a Lisboa vai uma grande distância, mas a vida tem destas coisas.
Sofia Galvão é outro caso interessante. Secretária de Estado no fugaz Governo de Pedro Santana Lopes, nas eleições para a presidência do PSD em 2008 andou muita preocupada com as pessoas e as equipas (I, II e III) e acabou vice-presidente de Manuela Ferreira Leite. Resolvida a questão das equipas, daí a apoiante de Paulo Rangel foi um passo. Pedro Passos Coelho nunca a entusiasmou, mas isso não a impediu de organizar, a pedido do primeiro-ministro, no início deste ano, a conferência sobre a reforma do Estado que tanta polémica deu com a regra da Chatham House. Ultrapassado este breve flirt político com Passos Coelho, ei-la, de novo, no seu espaço natural -- qualquer coisa ista que ainda não percebi muito bem -- de apoio a uma candidatura do outro lado da barricada de Passos Coelho. Nada está perdido. Haja esperança. Quem integrou um Governo de Santana Lopes também poderá integrar um Governo de Passos Coelho. Neste caso, porventura, até será mais fácil. Uma vez que ser chefe de gabinete é algo que seguramente não lhe interessa, Sofia Galvão ainda poderá vir a ser secretária de Estado do seu colega de blogue Miguel Poiares Maduro. Desculpem, disse Poiares Maduro? O antigo chefe de Pedro Rodrigues?
Caramba. Isto anda tudo ligado.

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publicado às 16:16

E a alternativa é...?

por Paulo Gorjão, em 28.10.13
Críticas e mais críticas, neste caso como noutros. Críticas que muitas vezes são justas, que isso fique bem claro. Mas falta sempre a proposta de uma alternativa exequível. Nisso, a SEDES como outras instituições, é omissa. Assim, o debate morre ainda antes de ter começado. Como sempre.

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publicado às 15:01

Por favor...

por Paulo Gorjão, em 28.10.13
...levem-no muito rapidamente a um médico.

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publicado às 14:53

Allez, allez, Sporting allez [10]

por Paulo Gorjão, em 27.10.13
O penálti que o Sporting sofreu no início do jogo foi crucial para a história da partida. Pode dizer-se que a equipa, de certa forma, quase que entrou no jogo a perder e isso permitiu ao Porto gerir de outra forma o seu esforço. Isto dito, apesar da pressão leonina, a primeira parte do jogo acabou por ser equilibrada e sem grandes lances de perigo. Na segunda parte o Sporting conseguiu igualar o resultado, mas depois, fruto da qualidade e experiência do Porto, com um pouco de azar à mistura, a equipa foi incapaz de segurar o empate. À medida que o tempo ía passando, parece-me que o Sporting pagou a factura do esforço físico e muito claramente a equipa quebrou física e talvez animicamente, acabando por sofrer mais um golo. Nada a dizer sobre a arbitragem. Em suma, em termos de balanço, a jogar em casa, o Porto fez o que tinha de fazer e a vitória parece-me justa. Mas independentemente desta derrota, a boa época do Sporting prossegue, sem sobressaltos. Allez, allez, Sporting allez...
Foto: Miguel Pereira (Global Imagens via DN).

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publicado às 22:07

E agora, Geórgia?

por Paulo Gorjão, em 27.10.13
Afirmar, como aqui se faz, que, com a vitória de Giorgi Margvelashvili nas eleições presidenciais de hoje na Geórgia, se encerra um capítulo nas relações privilegiadas de Tbilisi com o Ocidente e que se vai assistir à normalização das relações com a Rússia, é uma leitura grosseira e simplista. Errónea, na verdade.
Sim, é claro que continua o processo de reequilíbrio na política externa da Geórgia, que começou, aliás, com a eleição do primeiro-ministro Bidzina Ivanishvili em Outubro de 2011. Ivanishvili foi, de facto, muito claro na sua intenção de melhorar as relações com a Rússia. O aprofundamento das relações da Geórgia com a União Europeia e a NATO manteve-se, no entanto, como as duas principais prioridades de Tbilisi. A primeira deslocação ao estrangeiro de Ivanishvili foi, importa lembrar, a Bruxelas. Nada, absolutamente nada, do que aconteceu nos últimos dois anos aponta para o encerrar de "um capítulo nas relações privilegiadas com o Ocidente". Mais. A Geórgia não é um Estado-membro da UE ou da NATO porque, precisamente, uma e outra não lhe abrem a porta da adesão. É, por isso, perfeitamente compreensível que a Geórgia procure normalizar as suas relações com Moscovo, ou não?
Last but not the least, a Rússia não manifestou nos últimos dois anos qualquer pressa em normalizar as relações com a Geórgia, precisamente porque não houve até ao momento da parte de Tbilisi um virar de costas ao Ocidente, ou uma decisão no sentido de integrar única e exclusivamente a sua esfera de influência. A eleição de Giorgi Margvelashvili, do ponto de vista da política externa da Geórgia, traduz uma linha de continuidade em relação ao processo de reequilíbrio, perfeitamente legítimo e natural, que se iniciou em Outubro de 2011. Nada mais. A ter algum impacto, o resultado das eleições presidenciais de hoje situa-se exclusivamente no domínio da política interna e representa, tanto quanto é possível antecipar, a consolidação do poder de Ivanishvili. Tão simples como isto.

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publicado às 19:05

Em destaque [35]

por Paulo Gorjão, em 27.10.13
Astérix entre os Pictos (Asa, 2013).

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publicado às 15:23

Vamos a votos? [1]

por Paulo Gorjão, em 27.10.13
Regresso a Pedro Rodrigues. Confirma-se a sua candidatura à distrital de Lisboa do PSD. Segundo leio no Expresso, o homem quer fazer -- por favor, não se riam -- uma "reestruturação da forma de fazer política". O ex-chefe de gabinete de Miguel Poiares Maduro quer "discutir as políticas do Governo" que integrava, o que aparentemente se faz muito melhor a partir da distrital do que no interior do Governo. Pedro Rodrigues diz partilhar "o descontentamento, a revolta e a profunda decepção" que se terá instalado no PSD na sequência dos resultados obtidos nas últimas eleições autárquicas. Temos homem, portanto. E apoios, em larga medida a tropa que, como ele, apoiou Paulo Rangel num passado não muito distante.
Poiares Maduro escolheu bem o seu gabinete, como se verifica. Vai na volta, o seu gabinete em bloco, incluindo ele próprio -- e não esquecer Pedro Lomba, outro que tal -- poderia apoiar Pedro Rodrigues na luta pela distrital, o que acha, caro leitor?
Tinha a sua piada. De um lado, Miguel Pinto Luz, apoiado por três vice-presidentes da actual direcção, ele que se assume como um apoiante declarado deste Governo. Do outro, saído deste Governo e em particular do gabinete de Poiares Maduro, convém repetir as vezes que for necessário, apoiado por Manuela Ferreira Leite e pela tropa do costume, o descontente, revoltado e decepcionado Pedro Rodrigues.
Em suma, o primeiro teste à liderança partidária de Passos Coelho, ainda por cima logo numa grande distrital, é liderado por alguém que integrava o gabinete de um seu ministro. Há pormenores que valem por mil palavras.

P.S. -- Não conheço Miguel Pinto Luz, nem sou militante do PSD. Mas se fosse votaria nele, evidentemente.

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publicado às 04:02

Useless

por Paulo Gorjão, em 26.10.13
This is my vertebral column. There are many like it, but this one is mine. My column is my best friend. It is my life. I must master it as I must master my life. My column, without me, is useless. Without my column, I am useless.

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publicado às 21:31

As leis de Darwin

por Paulo Gorjão, em 26.10.13
Mais coisa menos coisa, todos os governos têm o seu Rui Pedro Soares, i.e. o tipo que ascende a uma posição que de outra forma nunca chegaria e que manifestamente não tem currículo para a função. O deste Governo está encontrado.

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publicado às 21:09

Surpresas

por Paulo Gorjão, em 26.10.13
Henrique Granadeiro e Ricardo Salgado -- e é possível que haja outros que me escaparam -- não perceberam o timing da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na venda da posição de 6,11% que detinha na Portugal Telecom (PT). Recorde-se que na fusão acordada entre a PT e a Oi ficou desde logo decidido que a CGD não integraria a nova administração. Desconheço se esta exclusão foi polémica ou pacífica, mas de uma forma ou de outra, no fundo, traduzia de imediato a retirada que iria suceder da CGD do capital da PT.
O BES -- e seguramente também a Ongoing -- gostaria de contar com os 6,11% da CGD para reforçar a sua posição no processo de fusão em curso. No fundo, Ricardo Salgado gostaria de contar com um reforço de poder de 6,11%, mas sem os inerentes custos de capital. Nessa medida, a decisão da administração da CGD constitui de facto uma adversidade inesperada. Isto dito, o BES não está propriamente perante algo que não se resolva. Estou seguro que, se quiser, a instituição liderada por Ricardo Salgado conseguirá reforçar a sua posição na PT. Afinal, o que não falta são acções da PT à venda na bolsa.

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publicado às 10:32

A banca aguenta mais austeridade?

por Paulo Gorjão, em 25.10.13
Ricardo Salgado queixa-se que os bancos estão sobrecarregados com impostos.
Talvez. Mas quem não está, na actualidade, sobrecarregado com impostos?
É a vida. Na linha do que diria Fernando Ulrich, a banca aguenta mais impostos? Mais austeridade?
"Ai aguenta, aguenta"...

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publicado às 18:42

Allez, allez, Sporting allez [9]

por Paulo Gorjão, em 25.10.13
Leonardo Jardim é uma lufada de ar fresco. É certo que a seu tempo também passará de bestial a besta porque esse é o destino de qualquer treinador. Mas a forma como encara os jogos, o modo como os analisa, a linguagem que utiliza é algo que aprecio muito. Muito simplesmente, o homem não nos trata a todos como atrasados mentais. Um autêntico modelo a seguir contrastando com a praga descontrolada do futebolês que grassa um pouco por todo o lado.
Evidentemente, o Porto é favorito e se o Sporting perder não é nenhuma tragédia. Isto dito, espero que os deuses do berlinde estejam do nosso lado. Allez, allez, Sporting allez...

P.S. -- Um apontamento oportuno de Pedro Correia que vale bem a pena ler.

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publicado às 17:12

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