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Rui Rio: quo vadis?

por Paulo Gorjão, em 30.09.13
Rui Rio é o grande ausente/presente no PSD. A alternativa, segundo alguns, à liderança de Pedro Passos Coelho, seguramente com Paulo Rangel a olhar para tudo isto com alguma apreensão. Lendo alguns comentários fica-se com a impressão que assalto ao poder no PSD deverá ocorrer nos próximos dias, porventura sob a batuta de Rio.
Confesso que por vezes não percebo se se trata de wishful thinking ou se as pessoas acreditam mesmo nisso. Vamos por partes e de forma muito sumária. Primeiro: Rio tem de fazer o percurso da carne assada. Parte, pelo menos. Terá, de igual modo, de se projectar para além do Porto, ele que é sobretudo um peso pesado local, não é em exclusivo, mas é sobretudo um líder com implantação no norte e junto de uma parte do PSD. Em suma, há aqui muito terreno para percorrer. Segundo: a minha memória pode estar a falhar, mas desde que Portugal tem um regime democrático consolidado não me recordo de um candidato à liderança do PSD ousar enfrentar um líder do seu partido ainda em funções como primeiro-ministro. Duvido que a coisa fosse bem aceite pelos militantes, aliás.
Rui Rio terá, mais tarde ou mais cedo, o seu momento para disputar a liderança do PSD, se quiser. Momento que ele não quis aproveitar anteriormente, importa lembrar.

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publicado às 19:47

Abstenção

por Paulo Gorjão, em 30.09.13
A abstenção voltou a ultrapassar valores anteriormente registados. Do ponto de vista do regime democrático isto é muito preocupante. Há um problema estrutural que os partidos políticos persistem em ignorar e que aponta para um descrédito muito difícil de ultrapassar.

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publicado às 18:50

As autárquicas, de novo

por Paulo Gorjão, em 30.09.13
Algumas notas interessantes de Luís Naves, independente da minha divergência com alguns aspectos da sua análise.
A principal tem que ver com a questão do líder enfraquecido. Pedro Passos Coelho é um líder enfraquecido?
Talvez seja, não sei qual é a verdadeira dimensão do problema, mas isso nada tem que ver com os resultados das autárquicas. É um líder enfraquecido porque as suas políticas não têm produzido os resultados prometidos, nos calendários definidos. Ora, na minha opinião, é isso e nada mais que o está a enfraquecer. Não quero estar sempre a bater no ceguinho, mas o seu gabinete é um desastre. Em consequência, abunda a descoordenação, as declarações contraditórias, a falta de preparação política atempada e, receio, autoridade política. O líder está enfraquecido por isto e não porque perdeu as autárquicas. O que para mim é particularmente preocupante é que não há nenhum sinal de correcção desta sopa, ao mesmo tempo que o relógio continua imparavelmente na sua contagem decrescente.

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publicado às 18:42

Ainda as autárquicas

por Paulo Gorjão, em 29.09.13
A ler, Pedro Correia (I e II).
Uma nota final sobre a leitura nacional dos resultados autárquicos, destes ou de outros. Pura e simplesmente, na minha opinião, é um disparate, tanto do ponto de vista do jogo político como da análise política. Um exemplo prático. José Sócrates foi primeiro-ministro entre 2005 e 2011. Nestes seis anos, se a memória não me falha, o secretário-geral do PS perdeu tudo, i.e. autárquicas (2005, 2009), europeias (2009) e presidenciais (2006 e 2011). Perdeu tudo menos as eleições legislativas de 2009, i.e. aquelas que mais directamente lhe interessavam. Nas legislativas de 2009 obteve uma maioria relativa, mas isso não se explica pelas derrotas que obteve nas autárquicas, nas europeias, ou nas presidenciais. De igual modo, o seu pedido de demissão em 2011 não teve qualquer relação com estes resultados eleitorais.
Tudo isto para dizer o óbvio. Os resultados destas eleições autárquicas -- e das europeias do próximo ano -- não terão qualquer influência nas eleições legislativas de 2015. Pedro Passos Coelho perderá ou ganhará essas eleições, assumindo que as disputará, por outros motivos.
(Ainda que a realidade seja muito mais complexa, simplificando diria que estou convencido que as legislativas de 2015 serão determinadas pelo êxito ou pelo fracasso na execução do programa acordado com a troika.)

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publicado às 23:52

Rui Moreira

por Paulo Gorjão, em 29.09.13
A confirmar-se, grande vitória de Rui Moreira. A vitória será dele e apenas dele.

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publicado às 20:26

Autárquicas

por Paulo Gorjão, em 29.09.13
As primeiras projecções revelam a possibilidade de o PSD ter uma derrota mais pesada do que previamente esperado. É a vida. Resta assumir a derrota e seguir em frente.

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publicado às 20:25

Guiné-Bissau

por Paulo Gorjão, em 29.09.13
Um bom artigo de João Manuel Rocha, no Público, com testemunhos muito interessantes e que cobrem diversas facetas dos actuais problemas da Guiné-Bissau. Uma precisão no que se refere às eleições que era suposto realizar em Novembro. Tanto quanto julgo saber, já foi decidido adiá-las para Fevereiro de 2014.
Esperemos que, entretanto, o PAIGC consiga clarificar a sua própria liderança. Útil seria também que o problema António Indjai fosse ultrapassado. A relação entre os militares e o narcotráfico merecia, aliás, um artigo autónomo. Mas, repito, um bom trabalho.

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publicado às 18:35

Em destaque [29]

por Paulo Gorjão, em 29.09.13
Vale a pena ler a entrevista concedida por José Félix Ribeiro.

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publicado às 17:32

Allez, allez, Sporting allez [6]

por Paulo Gorjão, em 28.09.13
O Sporting voltou às exibições que reconciliam os adeptos com a equipa. O puxão de orelhas que Bruno Carvalho deu aos jogadores e que, como não poderia deixar de ser, foi amplamente divulgado pela imprensa, pelos vistos deu resultados práticos. Depois de dois jogos de nível claramente inferior, a equipa hoje voltou a exibir um futebol de grande qualidade, sobretudo na segunda parte. A jogar com menos um elemento desde meados da primeira parte, apesar de perigoso na segunda parte o Braga nunca disputou o jogo de igual para igual. O resultado final até poderia ter sido um empate, visto que apenas na parte final do jogo o Sporting foi capaz de materializar a sua superioridade. Isto dito, a vitória foi inteiramente merecida e peca até por escassa, tal foi a diferença de jogo entre as duas equipas.
Esta é uma daquelas vitórias que vale muito mais do que três pontos. Allez, allez, Sporting allez...
Foto: Miguel Riopa (AFP via Público).

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publicado às 22:47

Uma dúvida

por Paulo Gorjão, em 28.09.13
Quem no Verão considerou um erro a 'promoção' de Paulo Portas para vice-primeiro-ministro, perante as dificuldades que ele está a encontrar nas negociações com a troika, nesta altura ainda mantém essa opinião?

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publicado às 19:40

As saudades...

por Paulo Gorjão, em 28.09.13
...que eu já tinha dos recados de fontes centristas e de colaboradores próximos de Portas. Felizmente já terminaram as férias de Filipe Santos Costa. A sua falta foi sentida. O seu regresso é apreciado.

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publicado às 19:33

Um segundo resgate?

por Paulo Gorjão, em 28.09.13
Desiluda-se quem -- ainda? -- pensa que a troika ignora a componente política e se concentra apenas em aspectos técnicos. Isto, com as suas fontes não identificadas, é 100% político e 0% técnico. As fontes não são identificadas, mas estão por todo o lado as impressões digitais de sectores da Comissão Europeia.
O timing do artigo, cirurgicamente publicado na véspera das eleições autárquicas, não poderia ser, aliás, mais político. No Público, como sempre, a fronteira entre fazer política e informar também tem contornos elásticos. Ironia das ironias: o Público que está farto de malhar e de criticar a troika faz agora descaradamente o seu jogo, ou o jogo de sectores da troika, para ser mais preciso, em prejuízo da estratégia negocial do Governo. Afinal, o inimigo do meu inimigo é meu amigo. No fundo, a malta no Público odeia a troika, mas a verdade é que odeia ainda mais o Governo.
Escrevo ao final da tarde. O artigo da troika via Público continua a merecer o maior destaque possível na página principal online e o desmentido da Comissão e do Governo, em on e sem máscaras, surge apenas com uma referência discreta a remeter para as páginas interiores.
A isto chama-se equilíbrio, isenção e imparcialidade. Bem podem limpar as mãos à parede.

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publicado às 18:10

Put your money where your mouth is!

por Paulo Gorjão, em 27.09.13
Qual é a relevância destas notas de research? Qual é a sua credibilidade? Dito de outra maneira, estas notas devem ser levadas a sério pelos investidores? São levadas a sério? O que perde o analista se as suas previsões não se concretizarem? Ele próprio tem ou não parte das suas poupanças investidas nas acções que recomenda?
Peguei nesta nota do BPI como poderia ter utilizado outra qualquer como exemplo. A minha percepção é que estas notas não são para ser levadas muito a sério. Por uma simples razão. Quem as faz não perde nada se errar. Enfim, pode ter algum custo de reputação pessoal, mas o analista não perde um cêntimo. Perder no sentido literal, ou perder na medida em que fica com o seu capital empatado sem obter grande rentabilidade.
Estas notas, em geral, não passam de ruído. Ruído perigoso, parece-me, para o pequeno investidor pouco informado.

P.S. -- Note-se que utilizo esta nota de research como exemplo, mas poderia ser outra qualquer, de outra instituição ou de outro analista. Era interessante, por exemplo, pegar nas notas de research emitidas em 2012 pelos principais players na área em Portugal, analisar as suas previsões e o que aconteceu na realidade. Uma espécie de exercício de accountability...

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publicado às 20:10

Meta-resgate

por Paulo Gorjão, em 27.09.13
O Commerzbank considera que é provável um segundo resgate. Talvez sim, talvez não. O que é interessante notar é a alteração da percepção externa que ocorreu com a crise política no Verão e que eventos posteriores -- com especial destaque para as decisões do TC, mas também para o comportamento do Governo e da oposição -- nada fizeram para alterar.
Era interessante fazer um apanhado das notas de research que foram emitidas desde essa altura e comparar os seus diagnósticos e as suas previsões. Era relevante fazer esse exercício agora e depois mais à frente, em retrospectiva.

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publicado às 14:37

Se...

por Paulo Gorjão, em 26.09.13
Esse é o grande problema. O 'se' que Klaus Regling introduz na sua observação. "Se demonstrarem".  Serão capazes de 'demonstrar'?
Não sei. Já não digo nada.

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publicado às 21:14

Assumida a guerra entre Salgado e Sobrinho [2]

por Paulo Gorjão, em 26.09.13
Hoje, Correio da Manhã e Jornal de Negócios fazem referência à guerra entre Ricardo Salgado e Álvaro Sobrinho. Os dois jornais são detidos pela Cofina, na qual a Newshold detém 15% do capital. Quanto ao resto (Controlinvest, Impresa [onde a Newshold também tem uma posição de 2%], etc.), do que li, mantém-se o silêncio.

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publicado às 16:30

Mais um chumbo do TC

por Paulo Gorjão, em 26.09.13
Poucos detalhes, por agora. Aquilo que tenho curiosidade em saber, e que ainda não se sabe, é como votaram os juízes. Em particular, como votaram os juízes do TC propostos pelo PSD e CDS?
Como alguém me dizia recentemente, é extraordinário que PSD e CDS, sabendo as medidas que tinham para aprovar nesta legislatura e que eventualmente uma parte poderia ir ao crivo do TC, de forma politicamente negligente, não se lembraram de indagar qual era o pensamento dos juízes que se preparavam para escolher. Se isto não é uma burrice pegada vou ali e já venho...

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publicado às 16:19

Quem quer casar com a carochinha?

por Paulo Gorjão, em 26.09.13
Não há fome que não dê em fartura. Paulo Portas quer Woody Allen a realizar um filme em Lisboa. Luís Filipe Menezes -- claro, quem mais poderia ser? -- quer o realizador a filmar no Porto.
Não tarda nada teremos Alberto João Jardim a querer o homem na Madeira e, quem sabe, Maria das Dores Meira a dizer que, se é para filmar por cá, então tem de ser em Setúbal.
A competição, além de ridícula, é feroz. Isto num país onde não há dinheiro para nada e onde aquela coisa das análises de custo/benefício custa a entrar na circulação do sangue. Por vezes fico na dúvida se a troika não deveria ficar por cá por longos e bons anos.

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publicado às 16:05

Merkel: uma má notícia para a Europa

por Paulo Gorjão, em 26.09.13
Descubra as diferenças entre a reacção do PS através de João Ribeiro e do BE por Marisa Matias. Por extraordinário que possa parecer, a resposta é nenhuma. O Bloco, claro, pode dar-se a esse luxo, mas a reacção do PS, um partido do arco do poder, constitui uma completa irresponsabilidade, aliás como aqui se destaca com refinada ironia.

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publicado às 15:52

Gerhard Seibert, "São Tomé and Príncipe: The End of the Oil Dream?" (IPRIS Viewpoints, No. 134, September 2013).

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publicado às 13:28

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