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Moção de confiança: um bom augúrio?

por Paulo Gorjão, em 31.07.13
"Esta foi a 11 moção de confiança da nossa democracia; as dez que a antecederam não foram em geral um bom augúrio em termos de estabilidade governativa. Com efeito, se apenas a primeira destas moções levou à queda de um Governo, a verdade é que nenhum dos outros governos que apresentou moções de confiança conseguiu concluir uma legislatura."
Carlos Jalali (Público, 31.7.2013: 4).
Carlos Jalali, professor de Ciência Política na Universidade de Aveiro, não vai ao ponto de estabelecer uma relação de causalidade entre a apresentação de uma moção de confiança e o destino dos governos, mas em todo o caso parece julgar estar perante algo de considera relevante destacar, caso contrário não o faria.
Ora, na verdade, o que destaca é uma mão cheia de nada. Pior. Compara o que não pode ser comparado, por exemplo governos minoritários com governos com maioria absoluta. Nem me parece que do universo de dez moções se possa inferir muita coisa, ainda que tudo fosse constante (e não é). Em suma, no que toca a moções de confiança, o passado tem pouco que nos possa servir de lição. O Governo até pode não terminar a legislatura, mas o augúrio de Jalali não tem qualquer valor.

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publicado às 23:19

Nada menos correcto [2]

por Paulo Gorjão, em 31.07.13
Evidentemente.

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publicado às 22:54

Santander Totta

por Paulo Gorjão, em 31.07.13
Vieira Monteiro lá vai procurando defender os swap do Santander Totta. Faz o seu papel. Eu, como simples cidadão, também faço o meu à minha escala. Depois de transferir o dinheiro para outra instituição, nos próximos dias há uma conta bancária no Santander Totta que vai ser encerrada. Vai uma aposta que se muitos clientes do banco seguissem o meu exemplo o Santander Totta chegava rapidamente a um acordo com o Estado português?
P.S. -- A minha decisão é irrevogável. No sentido clássico, i.e. antes de Portas.

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publicado às 20:31

Nada menos correcto

por Paulo Gorjão, em 31.07.13
"Eu falo directamente com o primeiro-ministro que continua a reafirmar seguramente, sem a mínima dúvida, eu não posso deixar de acreditar no primeiro-ministro", afirmou [o Presidente da República], lembrando que, quando o nome lhe foi proposto, Pedro Passos Coelho lhe deu "garantias absolutas de que nada menos correcto pesava" sobre a ministra [Maria Luís Albuquerque].
Cavaco Silva, bem ao seu estilo, o que dá com uma mão tira com a outra. Por um lado recusa entrar na polémica sobre a idoneidade da ministra das Finanças, mas por outro deixa bem claro que a sua posição resulta exclusivamente da informação que lhe foi transmitida pelo primeiro-ministro. O que, em bom rigor, nem é institucionalmente incorrecto.
Maria Luís Albuquerque não teria sido a minha escolha para ministra das Finanças, ainda que tenha percebido a intenção do primeiro-ministro. Isto dito, até prova em contrário e no que se refere à sua idoneidade, Maria Luís Albuquerque tem todas as condições para desempenhar o cargo de ministra das Finanças. A suposta polémica sobre as suas declarações no Parlamento, em que alegadamente teria mentido, é pura chicana político-partidária. Espuma, portanto.

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publicado às 20:18

Pequenos raios de luz

por Paulo Gorjão, em 31.07.13
Não são mais do que isso, mas sempre é melhor do que nada.

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publicado às 12:52

Sempre a aprender

por Paulo Gorjão, em 30.07.13
Tomando como boa a palavra de Mário Soares, aparentemente Álvaro Santos Pereira andou a pedir conselhos aqui e ali. Soares, em tempo de guerra, não limpa armas e Álvaro recebe mais uma lição. Póstuma, neste caso. Santos Pereira queria conselhos de Soares sobre economia. Fico esclarecido. Afinal, o chuto que levou só pecou por tardio.

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publicado às 22:43

A sua falta...

por Paulo Gorjão, em 29.07.13
...foi sentida. A falta que nos fizeram. Era quase como se nos faltasse o oxigénio. Felizmente estão de volta.

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publicado às 12:42

Esclarecimento tardio

por Paulo Gorjão, em 29.07.13
Silva Peneda esclarece hoje em entrevista publicada pelo Diário Económico que rejeita a ideia de participação num Governo de iniciativa presidencial. Muito bem. Fica feito o esclarecimento. Só há um pormenor. Trata-se de um esclarecimento totalmente irrelevante no actual contexto. Teria sido uma clarificação relevante se a tivesse feito publicamente entre a primeira e a segunda intervenção do Presidente da República. Nessa altura poderia ter esclarecido, como fez agora, que não contavam consigo para aventuras políticas dessa natureza. Curiosamente, Silva Peneda, alguém cujo acesso à comunicação social não é um problema, permaneceu em silêncio.

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publicado às 00:50

A traição das palavras

por Paulo Gorjão, em 28.07.13
O líder do PS, o actual ou outro, pode dizer que "ninguém leva a sério" o primeiro-ministro, o actual ou outro, e ninguém questiona a dureza das suas palavras. Em contrapartida, se fosse ao contrário, não faltaria quem criticasse a dureza e o tipo de linguagem utilizada pelo primeiro-ministro.
Como explicar esta aparente duplicidade de critérios?
Julgo que ao líder de um Governo não toleramos uma liberdade na linguagem, digamos, pouco institucional. Em contrapartida, ao líder do principal partido da oposição, consoante os ciclos políticos, toleramos uma linguagem mais agressiva e menos cordial. No fundo, incorporamos na nossa duplicidade de critérios o desequilíbrio de poder que percepcionamos existir entre o primeiro-ministro e o líder do principal partido da oposição.
Mas não somos só nós que o fazemos. Curiosamente, os próprios actores políticos também incorporam essa assimetria. O primeiro-ministro tem a noção de que não deve e não precisa de ser excessivamente agressivo com o líder do principal partido da oposição, comportamento que muito provavelmente se altera com o aproximar de novos ciclos eleitorais. E o líder do principal partido da oposição, em contrapartida, tendo por base a sua fraqueza política, sente a necessidade de utilizar uma agressividade política que não utilizaria se fosse primeiro-ministro.
No fundo, António José Seguro acusa o primeiro-ministro de ninguém o levar a sério porque é ele e não Pedro Passos Coelho quem tem um défice de credibilidade. A ironia é que, ao criticar o primeiro-ministros nesses termos, na prática está a chamar a atenção para o facto de ser a si que ninguém leva muito a sério.

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publicado às 20:06

Verdades indesmentíveis

por Paulo Gorjão, em 28.07.13
Ao que o meio de comunicação social A, B ou C apurou a figura D, E ou F foi um dos nomes na short-list para o cargo X, Y ou Z.
Este tipo de afirmação, por regra, é impossível de confirmar. Quem o pode confirmar não o faz. Quem lança os nomes -- muitas vezes o próprio -- fá-lo sempre sob anonimato e por regra tem uma agenda política própria.
O leitor acreditará ou não, consoante a credibilidade que atribui ao meio de comunicação social e/ou ao jornalista em particular.
À medida que o tempo passa por mim, acredito cada vez menos.

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publicado às 16:40

Precisa, determinada, grande

por Paulo Gorjão, em 28.07.13
"Soares é um homem de poder e não se limita a exercer uma certa influência, quer exercer uma influência precisa, determinada e grande."
Manuel Lucena (Público/2, 28.7.2013: 30).
"[U]ma imensa ternura e um imenso carinho," lembra-se?

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publicado às 15:36

Devidamente percebidas

por Paulo Gorjão, em 28.07.13
Como é óbvio. Espuma, espuma, espuma.

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publicado às 15:24

Em destaque [11]

por Paulo Gorjão, em 27.07.13
Paul Auster and J. M. Coetzee, Here and Now (Faber and Faber, 2013).

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publicado às 23:48

Descubra as diferenças

por Paulo Gorjão, em 27.07.13
"Não é prática do PS pedir a demissão de nenhum ministro. O PS contesta as políticas, contesta o Governo e quando entende defende a saída do Governo. A saída de um ou outro ministro é da competência do primeiro-ministro."
Óscar Gaspar, assessor económico de António José Seguro e dirigente do PS (Diário Económico, 26.7.2013: 11).

"[F]ace aos factos já apurados, o Partido Socialista considera que Maria Luís Albuquerque não tem condições de idoneidade política para se manter em funções governativas no alto e exigente cargo de ministra das Finanças."
Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS (Diário Económico online, 26.7.2013).

Vale a pena comentar?

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publicado às 12:54

Já começaram...

por Paulo Gorjão, em 27.07.13
...as desilusões? E agora quem o ilude?

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publicado às 12:13

Por outras palavras

por Paulo Gorjão, em 26.07.13
O PS decidiu actuar politicamente para garantir a manutenção da ministra das Finanças. Quem é amigo, quem é?

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publicado às 13:16

Que os deuses a oiçam

por Paulo Gorjão, em 26.07.13
"Os indicadores de actividade económica revelam que podemos estar num momento de viragem e que entrámos no ciclo final do ajustamento", afirmou hoje a ministra das Finanças.

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publicado às 12:11

A remodelação

por Paulo Gorjão, em 25.07.13
Teria sido possível fazer esta remodelação ministerial -- que indiscutivelmente trouxe valor acrescentado ao Governo -- depois das autárquicas, ou no início de 2014, como supostamente quereria o primeiro-ministro?
Não acredito.

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publicado às 10:34

Subscrevo...

por Paulo Gorjão, em 25.07.13
...grande parte do que destaca Medeiros Ferreira. No meio da tempestade, o desfecho é favorável ao primeiro-ministro. Não vejo, por isso, razão alguma para que a legislatura não faça o seu caminho até 2015.

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publicado às 10:31

Momentos Kodak: António Capucho

por Paulo Gorjão, em 25.07.13
Declarações recolhidas por Pedro Correia. Capucho é também uma fonte de excelente análise política.

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publicado às 10:24

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