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Ilhas Selvagens

por Paulo Gorjão, em 29.06.13
O Presidente da República vai passar uma noite nas Ilhas Selvagens (Expresso). Excelente gesto político. Por supuesto...

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publicado às 00:26

É necessário um novo partido à Esquerda? [2]

por Paulo Gorjão, em 26.06.13
A ironia está sempre escondida à espreita. Rui Tavares -- que entrou em rota de colisão com Francisco Louçã ao ponto de ter deixado a delegação do BE no Parlamento Europeu (PE) -- não percebe por que motivo não se entendem os partidos de Esquerda. Ou seja, alguém que em pouco tempo se desentendeu com o próprio partido que o elegeu para o PE critica os partidos de Esquerda por não se entenderem entre si. Percebi bem, ou está a escapar-me alguma coisa? As divergências de Rui Tavares no seio do Bloco eram inultrapassáveis, mas as divergências entre partidos de Esquerda são uma coisa menor e inaceitável?

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publicado às 11:26

É necessário um novo partido à Esquerda? [1]

por Paulo Gorjão, em 26.06.13
Evidentemente. Até diria mais. No mínimo são necessários mais dois. O terceiro é oferta.

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publicado às 10:14

Muito, muito devagarinho

por Paulo Gorjão, em 25.06.13
Alguém me pode explicar, se faz favor, o que é que o Ministério da Educação e/ou a FENPROF não puderam ceder durante as negociações da semana passada, mas que já puderam ceder nas negociações desta semana? Além da subida nas temperaturas, o que mais é que mudou poucos dias depois?
Muito obrigado.

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publicado às 19:27

E informalmente?

por Paulo Gorjão, em 25.06.13
Segundo Pedro Passos Coelho, a revisão das metas do défice para 2014 ainda não foi "formalmente suscitada" pelo Governo junto da troika. Em suma, jogos de semântica.

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publicado às 19:21

Os burrocratas

por Paulo Gorjão, em 24.06.13
Eis os burrocratas em acção de que falava Herberto Helder. Santa paciência para os sacanas dos sucessores do papel selado e dos selos fiscais que estão entranhados na pele e no espírito, sobretudo.

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publicado às 15:29

A propósito...

por Paulo Gorjão, em 24.06.13
...da farpa no 'consenso', cito o Financial Times: "Arnaud Montebourg, France’s outspoken industry minister, has launched a stinging attack on José Manuel Barroso, head of the European Commission, calling him the "fuel" of the far-right National Front. (...) "I believe the rise of the National Front is mainly linked to the way in which the EU today puts heavy pressure on democratically elected governments," Mr Montebourg said in an interview with France Inter radio. "Mr Barroso is the fuel of the National Front. That is the truth. He is the fuel of Beppe Grillo [the maverick Italian comedian/politician].""
Os franceses, como se sabe, estão em pé de guerra com Durão Barroso. Isto dito, todos sabemos que o epicentro das políticas prosseguidas pela União Europeia não tem a sua origem na Comissão, ainda que esta lhe tenha dado cobertura institucional. O mesmo, aliás, se pode dizer da França, de Nicolas Sarkozy a François Hollande. Nessa medida, o ataque de Montebourg falha propositadamente o alvo. Mas Durão Barroso, o tal pragmático profissional, está apenas a dormir na cama que ele próprio ajudou a fazer. É a vida.

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publicado às 15:16

Uma dúvida [2]

por Paulo Gorjão, em 24.06.13
Vamos assumir, por hipótese, que não vale a pena. E qual é a alternativa? António José Seguro cercado pela tropa de José Sócrates? É esta a alternativa?
É esta ausência efectiva de alternativa que tem salvo minimamente Pedro Passos Coelho aos olhos dos portugueses. A noção de que não existe realmente uma alternativa, ou que a alternativa existente é pior do que o statu quo. E, claro, a percepção de que no essencial, apesar de alguns erros à mistura, o primeiro-ministro tem feito aquilo que era suposto fazer nas actuais circunstâncias.
A minha dúvida, porém, é a seguinte: se Passos Coelho não mudar de vida até quando é que os portugueses lhe darão o benefício da dúvida?
Dito de outra maneira, se o Governo não acertar o passo de uma vez por outras, por quanto mais tempo os portugueses continuarão a avaliar o seu desempenho sem ser de forma emotiva?

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publicado às 13:05

Uma dúvida

por Paulo Gorjão, em 24.06.13
Valerá a pena continuar a insistir em defender um Governo que manifestamente não quer facilitar a sua relação com os portugueses? Um Governo que insiste e persiste em dar exemplos de improvisação e de impreparação?
Inspirar, expirar...

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publicado às 12:56

Namoro, infidelidade, divórcio

por Paulo Gorjão, em 23.06.13
Histórias de faca e alguidar. Sexo. Muito sexo.

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publicado às 01:06

Todos os partidos [2]

por Paulo Gorjão, em 22.06.13
Custa-me regressar ciclicamente às intervenções de Carlos Zorrinho, mas o líder da bancada parlamentar do PS é um desastre político. Não há nada de pessoal neste juízo de valor. Tenho uma boa impressão pessoal de Carlos Zorrinho, mas uma péssima opinião do seu desempenho político. Por agora, pelo menos. A entrevista publicada hoje no Expresso é outro desastre. As suas considerações, acusando o Governo de ultrapassar uma fronteira ética, ou moral, como se sabe, é um terreno que considero minado e altamente perigoso. Repugna-me que o combate político entre por esse caminho. Dizer que o Governo "não é visceralmente democrático" é puro delírio. Afirmar que "há mais convergências com o CDS e o BE do que divergências e há mais divergências com o PSD e a CDU do que convergências" é total e absolutamente ridículo. Que fique claro. Percebo que Zorrinho queira diferenciar o PS do PSD e por isso tenha a necessidade de carregar nas divergências ainda que tal não seja bem assim. E percebo igualmente que, por uma questão de táctica e de autonomia política, o PS não se queira colocar apenas nos braços do BE ou do CDS. O reverso da medalha é que -- mesmo admitindo que há mais convergências com o BE e o CDS, algo que não é seguramente verdade -- o tipo de projecto de governação com o BE ou com o CDS é profundamente distinto.
No fundo, o que esta conversa inconsistente e desarticulada de Zorrinho revela é que o PS apenas quer o poder político. Jobs for the boys. Pouco interessa com quem é que esse poder político será exercido, ou com que finalidade. O PS está disponível para se acomodar literalmente a tudo, seja ao BE ou ao CDS, desde que isso viabilize os queridos jobs for the boys.

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publicado às 17:54

Referendo nacional

por Paulo Gorjão, em 21.06.13
O PS quer fazer das eleições autárquicas um referendo nacional. Não me surpreende, infelizmente, que o PS não consiga resistir à tentação. Muito bem. O meu voto não deixará de ter isso em conta.

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publicado às 23:39

Em defesa das negociações com a Turquia [2]

por Paulo Gorjão, em 21.06.13
A propósito disto, entretanto a clivagem entre Alemanha e Turquia ameaça avançar para patamares de clara tensão política e diplomática. Confesso que gosto de ver alguém fazer voz grossa aos alemães. Adiante. A mesma UE que quer negociar uma parceria transatlântica não consegue integrar a Turquia na Europa.

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publicado às 19:11

Uma questão de direitos fundamentais

por Paulo Gorjão, em 21.06.13
Totalmente de acordo com Pedro Correia. Como referi, a não ser que tal suceda precisamente à custa de direitos fundamentais, não vejo como a limitação possa incidir sobre a pessoa em vez do território.

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publicado às 12:05

Não fazer a promessa...

por Paulo Gorjão, em 20.06.13
...parece-me uma atitude muito acertada. Sobretudo quando não se tem a mínima certeza de que depois se poderia cumprir. Fartos de promessas não cumpridas estão os portugueses.

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publicado às 18:16

Ben Bernanke bateu ontem as asas...

por Paulo Gorjão, em 20.06.13
...em Washington D.C. e hoje ocorreu um terramoto nas bolsas um pouco por todo o mundo. Inevitavelmente as yields subiram e nem o ouro, um mercado de refúgio tradicional, escapou às repercussões das suas palavras. Moral da história?
Confirma-se, caso fosse necessário, que caminhamos ainda sobre uma fina camada de gelo. Nada está garantido. A luz ao fim do túnel permanece incerta.

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publicado às 16:52

Uma resposta muito elucidativa

por Paulo Gorjão, em 19.06.13
A forma como Mário Nogueira respondeu à pergunta diz mais sobre si do que certamente seria a sua intenção: arrogante, deselegante, defensivo, incomodado. Pouco habituado a ter de prestar contas, Nogueira reagiu mal. Tanto que nem faltou a referência patética e totalmente descabida a Salazar. Sinal de que, porventura, há mais perguntas que devem ser colocadas a Nogueira.
É certo que a questão não escondia ao que ia e que o assunto justificaria uma abordagem diferente. Isto dito, a pergunta era legítima. Que Nogueira tenha de imediato procurado desqualificar os seus interlocutores -- nos termos em que o fez -- parece revelar que convive mal com o escrutínio democrático.
P.S. -- Fico na dúvida, porém, se os termos deselegantes em que se dirigiu aos jovenzinhos da JSD também são aplicáveis aos outros jovenzinhos, da JCP por exemplo, que também saltaram directamente das jotas para o Parlamento sem nunca ter tido um emprego na vida? Ou no caso dos do PCP, camaradas, a coisa muda de figura? Talvez porque a malta no PCP, habituada que está a votar de braço no ar e sem ser por voto secreto, tem muito maior experiência democrática?

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publicado às 21:48

O camaleão

por Paulo Gorjão, em 19.06.13
"Depuis huit ans, le président de la Commission s'est distingué par sa ductilité. Défenseur des petits Etats lorsqu'il était premier ministre du Portugal, libéral lors de sa nomination à Bruxelles avant la crise de 2008, sarkozyste sous la présidence de Nicolas Sarkozy, incapable, depuis, de la moindre initiative politique pour relancer l'Union, il a accompagné le déclin des institutions européennes.
Aujourd'hui, à 57 ans, ce caméléon se cherche un avenir. A la recherche d'un beau poste, à l'OTAN ou aux Nations unies – qui sait ? –, il a choisi de flatter ses partenaires anglo-saxons, le premier ministre britannique et le président américain. A la tête de la Commission, M. Barroso aura été un bon reflet de l'Europe : une décennie de régression. (Le Monde, 18.6.2013)"

O problema dos franceses, como é óbvio, não tem que ver com o facto de Durão Barroso ser camaleão. O seu problema é que não é o seu camaleão. Se o problema fosse a natureza camaleónica de Durão Barroso, então a denúncia do Monde já teria ocorrido há muito mais tempo e não apenas agora e por influência de acontecimentos recentes.
Nas palavras do embaixador António Monteiro, amigo de longa data de Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia é alguém "livre de qualquer dogmatismo e ideologia pré-concebida". Um pragmático, por consequência, com as vantagens e os inconvenientes daí decorrentes. Durão Barroso tem o killer instinct, a ambição e a maleabilidade táctica que o métier político exige. Por isso, não me surpreenderia que, apesar dos editoriais inflamados do Monde, um destes dias assistíssemos a uma qualquer barganha entre Barroso e Hollande que permitisse voltar a selar a paz no presente e a propiciar novos entendimentos no futuro.
Em suma, por muito que Durão Barroso não seja a nossa cup of tea, manda o bom senso que não se assumam como nossas as dores dos franceses porque os franceses não tomarão como suas as nossas.

[Adenda]
Sobre os factos que motivaram o arrufo, ler Luís Naves.

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publicado às 19:40

Já estivémos mais longe de...

por Paulo Gorjão, em 19.06.13
...toda a gente defender o que muito bem entende e que lhe passa pela cabeça. Pedro Passos Coelho que não meta a casa em ordem e vai ver o que lhe acontece. Parece-me que estamos todos a precisar de férias.
P.S. -- Alguém defende a manutenção dos actuais níveis de impostos, a não ser por absoluta necessidade? Não, pois não? Qual é a notícia, portanto?

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publicado às 17:46

Momento de humor

por Paulo Gorjão, em 19.06.13
Um Conselho de Ministros extraordinário para lançar o novo ciclo político, mas mantendo Vítor Gaspar no Ministério das Finanças?

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publicado às 01:17

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