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Sobre consensos e conversações [2]

por Paulo Gorjão, em 30.04.13
É a erva que sofre quando os elefantes lutam. Provérbio queniano.

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publicado às 07:54

"Para dançar o tango são precisos dois. Durante muitos meses não tinha parceiro para dançar", disse em tempos José Sócrates, acrescentando que o PSD tinha agora [2010] em Pedro Passos Coelho "um líder que olha[va] para a situação [de Portugal] com responsabilidade e patriotismo".
Sócrates, entretanto, passou do estatuto de primeiro-ministro para o de comentador de um programa com as audiências em espiral recessiva. Em suma, um programa a necessitar urgentemente de um estímulo ao crescimento das audiências.
A vida por vezes parece uma montanha russa. Dois anos e meio depois, agora é Passos Coelho quem quer dançar o tango, mas com António José Seguro. O líder do PS resiste à sedução da dança, argumentando que não gosta da música que está a tocar. Seguro afirma que está disponível para dançar o tango, mas tem de ser com outra banda sonora. E este é o actual ponto da situação. Andamos à procura de um CD do agrado do líder do PS para que se possa dançar o tango. Um tango mais calminho e menos exigente, porventura. Um tango menos austero. Tudo bem. São necessárias, portanto, conversações para que se alcance um consenso quanto ao CD a utilizar. Ou seja, Seguro tem forçosamente de dançar. Sem dançar o líder do PS não terá qualquer influência na escolha da banda sonora. E se não dançar o tango ficará no ar a impressão de que, na verdade, o problema não é o CD que está a tocar. O problema é que Seguro não dança porque não quer ou porque não pode. Na verdade, talvez não saiba dançar?

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publicado às 18:55

1. Rajaram Panda, "Japan's ASEAN Diplomacy under Abe-II" (IPRIS Viewpoints, No. 122, April 2013).
2. Mohamed Mansour Kadah, "Democracy, Human Rights and Capitalism: Are They Truly Global?" (IPRIS Viewpoints, No. 121, April 2013).

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publicado às 12:51

O Visitante Paralelo

por Paulo Gorjão, em 29.04.13
"Deixei as mãos
na sua roupa
até fechar a porta
do inferno. Voltei

para o exílio
da palavra

do visitante
paralelo."
José Carlos Soares, O Visitante Paralelo (Língua Morta, 2013), p. 45.

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publicado às 10:24

Uma união bancária, ou o fim do euro?

por Paulo Gorjão, em 29.04.13
"What exactly will be the job of Enrico Letta and his new government? (...) I would interpret the prime minister designate’s mandate from President Giorgio Napolitano thus: 'Do whatever it takes to make the country's position in the eurozone sustainable, and do so without defaulting.' (...) Mr Letta has already announced that his priority will be to end austerity. (...)  The problem with austerity is not merely that it is socially unfair and politically hard to do. With interest rates close to zero, it also becomes self-defeating. So Mr Letta is right to prioritise an end to austerity. But he will require good diplomatic skills to win European assent for his promised regime shift. The second priority should be to fix the banks. (...) Unless the European Central Bank is ready for some extreme action -- which does not seem to be the case now -- the only solution to this problem would be a genuine and retroactive European banking union. (...) Unfortunately, this is not an issue Mr Letta can sort out unilaterally. He will need to find a way to persuade the leaders of the so-called creditor countries to open up to such a union. I can see only one scenario under which that can happen. They will need to be confronted with a straight choice between a common backstop or a break-up of the euro."
Wolfgang Munchau, "Enrico Letta needs to push Europe to full banking union" (Financial Times [online], 28.4.2013).

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publicado às 08:12

Sobre consensos e conversações [1]

por Paulo Gorjão, em 29.04.13
A casa do líder que negoceia sobrevive. Provérbio sul-africano.

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publicado às 00:00

Uma maioria absoluta [2]

por Paulo Gorjão, em 28.04.13
Evidentemente, António José Seguro coloca a questão da maioria absoluta com o intuito de influenciar a abordagem do eleitorado e os termos do debate no espaço público. Dito de outra maneira, o líder do PS pretende com isso consolidar a imagem do PS enquanto alternativa. Há, claro, um pequeno problema. Há um elefante no meio da loja de cristais que é impossível de ignorar. Hoje, como ontem, o PS continua a oferecer um deserto de propostas alternativas ao actual rumo.

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publicado às 16:16

Uma maioria absoluta [1]

por Paulo Gorjão, em 28.04.13
 Andar, nesta altura, a falar em maioria absolutas é, de facto, um dos sintomas de irrealismo. Isto dito, mesmo com maioria absoluta, António José Seguro esclarece que fará uma coligação, o que por si só de imediato retira urgência à necessidade de uma maioria absoluta. No fundo, o líder do PS pede algo de que não necessita, uma vez que não pretende dirigir um governo monopartidário. Acresce que Seguro não esclarece com quem se coligará e isso é essencial clarificar. Não há muitas alternativas. Ou se coliga à esquerda, o que tem sido sempre uma impossibilidade e nada permite antecipar, por agora, que a situação se tenha alterado. Ou se coliga à direita, existindo aqui potencialmente diferentes geometrias. Mas, para isso, o líder do PS tem obrigatoriamente de mudar de postura sobre a questão das negociações e dos consensos. A seu tempo, arrumada a casa, lá chegaremos.

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publicado às 15:36

As consequências políticas [2]

por Paulo Gorjão, em 28.04.13
Subscrevo parte destas observações, aliás como já aqui e aqui referi.

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publicado às 15:15

O Prazer da Leitura

por Paulo Gorjão, em 28.04.13
Dóris Graça Dias, Francisco Duarte Mangas, Sandro William Junqueira, J. Rentes Carvalho e Pedro Mexia, O Prazer da Leitura (Teodolito/FNAC, 2013).

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publicado às 10:00

Sinais

por Paulo Gorjão, em 28.04.13
Terá sido, que me recorde, uma das pouquíssimas ocasiões, desde que este Governo tomou posse, em que saltaram para os jornais fugas de informação sobre o que se passou numa reunião do Conselho de Ministros. Algo que, por si só, ilustra bem a tensão interna e a luta política feroz que se vive no seio Governo. Vítor Gaspar está cada vez mais fragilizado. Isto era impensável há seis meses atrás. Repito aquilo que me parece óbvio. O ministro das Finanças está a chegar ao final da linha.

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publicado às 01:37

O erro crasso

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
"Que o Governo tem culpas na falta de diálogo, não duvido. Mas que o PS se está a pôr numa situação insustentável, também não. A crítica ao discurso de Cavaco, por recusar eleições e apelar ao entendimento, é um erro crasso. Ninguém a entende."
Henrique Monteiro, "Os 'donos' do regime" (Expresso, 27.4.2013), p. 40.

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publicado às 20:11

O poder moderador do Presidente

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
Ao contrário do que tem sido dito, parece-me óbvio que o poder moderador do Presidente continua a ser exactamente o mesmo, antes e depois do discurso de 25 de Abril. Bem sei que há quem tenha interesse em limitar o seu espaço de manobra. É uma coligação que engloba um arco que vai dos seus inimigos políticos aos idiotas úteis de circunstância. Nada de novo, portanto.

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publicado às 16:05

Não percebo

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
Afinal, mesmo com poderes constitucionais limitados, o poder da palavra do Presidente é suficiente para deixar muita gente indisposta. O mais espantoso é que Cavaco Silva não disse nada que não esteja em linha com o que já afirmou no passado, ou com o seu entendimento dos poderes presidenciais.
Moral da história?
A Presidência da República é muito mais relevante do que às vezes transparece de alguns comentários. As próximas eleições presidenciais subitamente ganharam acrescida relevância.

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publicado às 15:52

A rapaziada...

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
...das petições e dos abaixo-assinados não apela ao boicote do Santander e do JP Morgan?

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publicado às 15:11

A Fábrica

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
2.
"Foi essa a fera
que trincou
a região mais pura do teu nome:
o ódio pelas noites
caídas.
Tornaste-te o anjo desumano.
um ácido branco
até ao fundo dos pés."
Vasco Gato, A Fábrica (Língua Morta, 2012), p. 9.

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publicado às 12:37

Notícias do eixo franco-alemão

por Paulo Gorjão, em 27.04.13
"French president François Hollande's governing Socialist party has delivered a blistering assault on Germany's chancellor, Angela Merkel, accusing her of causing the single currency crisis that has been tearing Europe apart for more than three years, of acting selfishly and intransigently in her own political and German national interest, and demanding a 'showdown' with the 'chancellor of austerity'. (...) It calls into question the Franco-German alliance that has been at the heart of the EU for as long as it has existed and argues that France alone of the big EU countries has a government that is genuinely pro-European. (...) The paper reveals just how bad relations have become between Berlin and Paris, with Germany alarmed at the condition of the French economy and frustrated that Hollande appears unwilling to embark on the kind of radical structural reforms the Germans think are necessary. The French socialists' criticisms, in a draft paper on party policy on Europe ahead of a conference in June, came as Spain dramatically shifted its commitment to austerity."
Ian Traynor e Giles Tremlett, "France's Socialist party attacks 'selfish' German chancellor" (The Guardian, 26.4.2013).

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publicado às 12:26

Sol na eira e chuva no nabal

por Paulo Gorjão, em 26.04.13
O PS queria o melhor de dois mundos. Por um lado queria desvincular-se dos compromissos assumidos com o memorando da troika. Por outro queria ter uma palavra de conforto do Presidente da República. Já aqui tinha referido que a radicalização do PS empurrava o Presidente para os braços do Governo, como não poderia deixar de ser. É o PS que tem a faca e o queijo na mão. É o PS, mais do que ninguém, que tem o poder de conferir ou de retirar margem de manobra ao Presidente. O Presidente continua exactamente no mesmo sítio. O PS é que se deslocou do centro-esquerda para a esquerda no seu posicionamento político. Tão simples como isto.

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publicado às 17:38

Mais reformas, menos austeridade

por Paulo Gorjão, em 26.04.13
"Excessive austerity has seen much of Europe mired in depression. In spite of swingeing spending cuts and tax rises, debt is increasing. The crisis of the euro may be over, in the sense that the existential threat to the currency has been lifted. But the crisis within the euro is extinguishing political consent for European integration. The continent badly needs to reset its course. The answer is not a new fiscal splurge. (...) True, Germany is not about to sanction a big stimulus in peripheral eurozone nations; Chancellor Angela Merkel will keep a firm grip on her cheque book before and after the German election in September. That said, German policy has become more nuanced. The most closely watched statistics in Berlin are measures of competitiveness. Of course, you hear German officials say, Spain, Portugal and others must cut borrowing and debt. But the indicators that matter most are relative unit costs, productivity and exports. Here Germany acknowledges tangible progress."
Philip Stephens, "The New Deal for Europe: more reform, less austerity" (Financial Times [online], 25.4.2013).

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publicado às 10:00

Uma boa reflexão...

por Paulo Gorjão, em 26.04.13
...de Pedro Correia: "Dois deputados que deixaram saudades". Totalmente de acordo.

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publicado às 08:00

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