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Patetice intemporal [2]

por Paulo Gorjão, em 29.03.13
A entrevista de José Sócrates foi "brilhante", disse Mário Soares (Expresso, 29.3.2013: 4). O seu entusiasmo é apenas comparável ao de Nicolau Santos e seguramente ao de Baptista da Silva.

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publicado às 19:07

Tão simples como isto

por Paulo Gorjão, em 29.03.13
"Resolveu-se a crise de Chipre aumentando a probabilidade de crises futuras. Ou seja, tornámos todo o sistema mais frágil e instável", Paul de Grauwe (Expresso, supl. Economia, 29.3.2013: 9).

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publicado às 18:18

Patetice da semana [1]

por Paulo Gorjão, em 28.03.13
Agora, com o regresso de José Sócrates a Portugal, vai passar a haver oposição ao Governo.

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publicado às 20:20

A bolha

por Paulo Gorjão, em 28.03.13
José Sócrates continua a viver no seu mundinho. Na sua bolha particular. Aparentemente não é o único. Ainda há quem continue a olhar para a forma independentemente do resto. E o resto, pequeno pormenor, é a realidade. O tal animal de comunicação ainda convence alguém com a sua narrativa de fantasia?
Evidentemente que não. O estado de negação é demasiado óbvio. Muito provavelmente José Carlos Alexandre tem razão.

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publicado às 17:11

Um problema com a narrativa [2]

por Paulo Gorjão, em 28.03.13
Ler igualmente Pedro Correia.

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publicado às 02:35

Um problema com a narrativa [1]

por Paulo Gorjão, em 27.03.13
Costuma dizer-se que a história é escrita pelos vencedores. José Sócrates, pelos vistos, acredita nisso e tudo fará para que, no mínimo, a história também inclua a sua versão dos factos. Ao longo da entrevista concedida à RTP foi evidente a sua preocupação com a "narrativa" e com a "tese" dominante. Narrativa que tem "passado sem contraditório", nas suas palavras. A mensagem tem um destinatário óbvio ainda que Sócrates tenha evitado criticar directamente António José Seguro.
O ex-Primeiro-Ministro deixou bem claro que quer re-escrever a narrativa, ou parte dela pelo menos. Mas o que não quer é assumir as suas pesadas responsabilidades. "Todos os que assumiram responsabilidades políticas têm responsabilidades" relativamente ao estado a que chegou Portugal, reconheceu Sócrates. Uma fórmula que, na verdade, nada reconhece. Se todos têm responsabilidades por igual, na prática ninguém as tem. Na história escrita por Sócrates, o seu mandato não é pior nem melhor do que os anteriores. Era bom, era...
Quanto ao resto, o mesmo personagem de sempre. Dois anos a estudar filosofia em Paris e Sócrates não aprendeu nada. Um investimento, está visto, com retorno diminuto.

[Adenda]
Miguel Gaspar, numa análise na mesma linha.

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publicado às 23:45

O correio já não é o que era...

por Paulo Gorjão, em 27.03.13
A carta de António José Seguro ainda antes de estar escrita a sua versão final e de ter sido enviada já era do conhecimento público. Hoje, por sua vez, Silva Peneda escreve uma carta aberta a Wolfgang Schauble. Uma carta aberta sempre é um exercício menos complexo do que a carta virtual de conteúdo em formação de Seguro, mas em todo o caso seguramente que coloca dúvidas na estação dos correios sobre que tipo de selo deve ser cobrado.
As velhas cartinhas que seguiam pelo correio e em que os destinatários eram os primeiros -- e porventura os únicos -- a tomar conhecimento do seu conteúdo é, pelos vistos, actualmente algo ultrapassado. É a vida.

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publicado às 20:27

Uma dúvida

por Paulo Gorjão, em 27.03.13
Aquela rapaziada das 'Grândolas' e de outros números similares está a pensar ir até às instalações da RTP dar as boas vindas a José Sócrates, ou não quer incomodar o grande responsável pela situação em que nos encontramos?

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publicado às 20:08

Schumpeter estava errado

por Paulo Gorjão, em 27.03.13
Joseph Schumpeter não poderia prever quando escreveu sobre o processo de destruição criadora que um dia existiria uma elite europeia tão irracional como a actual. Alguém que chegue neste momento de Marte não consegue perceber, de certeza absoluta, o que é que levou meia dúzia de loucos a colocar de novo em causa a estabilidade e a confiança na zona Euro.
Esta semana assistimos -- veja-se a reacção das bolsas europeias -- a uma destruição de valor totalmente gratuita e irresponsável. Isto, note-se, sem qualquer tipo de contrapartida ou de utilidade, tanto política como económica ou financeira.
Hoje impera na União Europeia a destruição suicida em vez da criadora. Vamos longe por este caminho.

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publicado às 19:10

Ainda é preciso...

por Paulo Gorjão, em 26.03.13
...enviar? A troika não lê os jornais? No fundo, tudo não passa de encenação, não é?

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publicado às 21:47

Errou...

por Paulo Gorjão, em 26.03.13
...mas não retira qualquer consquência disso.

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publicado às 11:43

Este tipo... [2]

por Paulo Gorjão, em 25.03.13
...é um irresponsável. Esta maltinha brinca com o nosso futuro imediato sem medir as repercussões das suas palavras. Cambada de imbecis.

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publicado às 22:28

Este tipo...

por Paulo Gorjão, em 25.03.13
...é doido varrido, de certeza absoluta. Não há outra explicação para as suas declarações, independentemente da sua bondade. Um pirómano, no mínimo.

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publicado às 15:49

Remodelação governamental?

por Paulo Gorjão, em 24.03.13
O tema da remodelação governamental saltou para a comunicação social, uma vez mais. A novidade, porventura, está no facto de figuras relevantes do CDS não se coibirem de comentar o assunto. Como não acredito que tal possa ocorrer por mero acaso, a ilacção que retiro é que o CDS está a preparar o terreno e/ou a pressionar o Primeiro-Ministro.
É quase escusado dizer que concordo que a remodelação governamental é uma necessidade. Mas esta é uma avaliação que é seguramente partilhada pelo próprio Pedro Passos Coelho, faltando apenas encontrar o momento adequado. Por mim, devia ser ontem.

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publicado às 20:11

A Cimeira das Lajes

por Paulo Gorjão, em 24.03.13
Bernardo Pires de Lima, A Cimeira das Lajes: Portugal, Espanha e a Guerra do Iraque (Tinta da China, 2013).
.
Conheço Bernardo Pires de Lima (BPL) muito superficialmente. Numa ou noutra circunstância ocasional trocámos algumas palavras e não muito mais do que isso. E conheço, evidentemente, alguns dos seus artigos publicados em revistas de circulação mais restrita. Digo isto, em jeito de introdução, para esclarecer que não há amiguismo ou inimiguismo naquilo que vou escrever.
Os investigadores portugueses no domínio das Relações Internacionais dedicam muitas vezes a sua atenção a temas que só indirectamente estão relacionados com a política externa portuguesa. Tal resulta de diversas circunstâncias que agora não vale a pena explorar. Saliento isto apenas para dizer que, perante a escassez de atenção e de reflexão que é dada à política externa portuguesa, é sempre com interesse que folheio -- e leio se valer a pena -- as excepções à regra.
Esclareço desde já: estamos perante um excelente livro. Não só está bem escrito, como está igualmente bem documentado. BPL consegue estabelecer um equilíbrio harmonioso entre a análise e a descrição dos factos. Merece, por isso, toda a atenção do leitor.
BPL entrevistou e conversou com diversos intervenientes no processo que levou à Cimeira das Lajes, facto que lhe permitiu recolher informação em primeira mão. Faltou-lhe apenas entrevistar José Manuel Durão Barroso, facto que a entrevista a António Martins da Cruz compensa muito, mas obviamente não substitui. Tal, em todo o caso, em nada diminui o seu esforço e o resultado final.
Ao longo de cerca de 200 páginas, BPL revive todo o encadeamento dos factos que levou à Cimeira das Lajes e expõe, de forma plenamente conseguida, as tensões e os alinhamentos numa espiral que seria sem retorno.
Quando se olha criticamente para um livro é quase da praxe tentar encontrar falhas. Na verdade, elas quase que não existem. Diria que talvez se justificasse um olhar mais demorado e mais conceptual sobre a clivagem entre Atlantistas e Europeístas, digamos assim. Mas, repito, tal em nada diminui a qualidade deste excelente livro.
Em suma, recomendo vivamente a sua leitura.

P.S. -- Numa nota marginal para geeks das RI, e naquela que será porventura a minha única divergência com BPL, tenho muitas dúvidas que se possa dizer que o "pensamento de Jorge Sampaio é herdeiro do realismo clássico" (p. 90). Muito pelo contrário. Nesta matéria, como noutras, o comportamento e o raciocínio do ex-Presidente pareceu-me sempre muito mais próximo de uma abordagem liberal/institucionalista. Evidentemente, as funções impunham-lhe algum pragmatismo, mas Sampaio não era, no essencial, alguém alinhado com uma abordagem próxima da realpolitik.

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publicado às 19:52

O PS apresenta uma moção de censura, mas esclarece ao mesmo tempo que honra "todos os compromissos do Estado português". Dito de outra maneira, o PS fuma mas não inala...
Sejamos muito claros. Antonio José Seguro apresenta uma moção de censura, mas não tem em vista qualquer mudança de rumo, uma vez que assume que manterá as políticas em curso ditadas pelo programa acordado com a troika. É claro que o líder do PS tinha de prometer que iria renegociar o programa com a troika, como se não se tivesse feito outra coisa a cada avaliação do mesmo. Obviamente, Seguro não clarifica o essencial, i.e. quais são os recursos de poder que o PS tem -- e que não tem o Governo -- de modo a alcançar resultados diferentes e melhores para Portugal. Ou qual é a estratégia secreta -- e mágica -- do PS que fará a troika sucumbir à sua vontade.
Sim, sim e sim. Mil vezes sim: as coisas são o que são...

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publicado às 19:14

A confirmação, caso fosse necessário, de que a decisão de avançar com uma moção de censura resulta única e exclusivamente do regresso de José Sócrates ao palco político nacional está no próprio processo. Nada foi preparado devidamente. Não há ainda uma coisa tão simples como um texto, ainda que seja um mero rascunho, que sirva de base à própria moção. A moção não tem nada que ver com o desempenho do Governo e tem tudo a ver com a fragilidade do secretário-geral do PS. Repito: as coisas são como são...

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publicado às 18:53

Geometria política

por Paulo Gorjão, em 23.03.13
Vejo igualmente que andam por aí alguns aprendizes de feiticeiro que ainda não aceitaram as decisões do eleitorado em 2011. Subitamente advogam soluções de secretaria para adaptar a realidade política às suas preferências, ainda que para isso tenham de fazer um pacto com o diabo. Isto dito, se não aprenderam nada com os erros do passado, como é que nos podem dizer algo de útil sobre o futuro?
Talvez seja mais inteligente começarem por praticar o desenho de círculos antes de tentarem fazer a sua quadratura.

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publicado às 16:18

Queda do Governo?

por Paulo Gorjão, em 23.03.13
Aparentemente, há quem receie que a decisão a tomar pelo Tribunal Constitucional possa conduzir à queda do Governo. Independente do que o TC decida, seria para mim uma surpresa. Isto porque seria um acto de irresponsabilidade política da parte de Pedro Passos Coelho que não bate certo com o seu perfil. Seria, aliás, irónico que o Governo se comportasse de forma irresponsável no momento em que acusa, muito justamente, o PS de o estar a fazer com a apresentação de uma moção de censura.
Sejamos claros. Em política há sempre soluções e alternativas. Até poderão ser piores, mas há sempre rumos alternativos. Desiluda-se quem anda já a sonhar com a queda do Governo. A legislatura é para cumprir.

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publicado às 15:58

As coisas são como são...

por Paulo Gorjão, em 21.03.13
José Sócrates regressa à cena política, ainda que sob o disfarce do comentário, e António José Seguro sob pressão perde por completo o controlo do tempo político. O líder do PS pode dizer que não é pressionável e que encara com naturalidade o regresso de Sócrates, mas as coisas são como são. Em política não há coincidências. A moção de censura obedece única e exclusivamente a lógicas e a dinâmicas internas. A moção nada tem que ver com o desempenho do Governo, mas sim com a fraqueza de Seguro. É tão simples como isto.

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publicado às 22:42

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