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Termómetro [8]

por Paulo Gorjão, em 30.11.12
1. "Bagão Félix: Discutir o Estado social é fácil porque atinge pessoas sem voz". 2. ""Só vale discutir dentro ou fora do memorando – não no meio"". 3. "Portugal/Cabo Verde: Dois países estão em "sintonia total" - primeiro-ministro cabo-verdiano".

1. "Novo recorde de desemprego: 16,3% em Portugal, 11,7% na zona euro". 2. "Deputados socialistas poderão pedir fiscalização sucessiva do OE".

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publicado às 17:40

Irresponsabilidade em acção

por Paulo Gorjão, em 30.11.12
Andamos a brincar com assuntos sérios?

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publicado às 13:54

Evidentemente, diz Passos Coelho

por Paulo Gorjão, em 30.11.12
Vasco Pulido Valente diz o óbvio hoje no Público sobre o facto de, nas palavras do Primeiro-Ministro, Paulo Portas ser o número três na hierarquia do Governo. Confesso que altura julguei ter sido uma inocente gaffe e esperei por uma correcção destas declarações ao longo do dia de ontem. Não aconteceu.
Infelizmente, Passos Coelho e Portas parecem andar entretidos a dar bicadas um ao outro, directamente ou por intermédio de terceiros. João Almeida elabora uma declaração de voto muito crítica do Orçamento do Estado, muito provavelmente em articulação com Paulo Portas. Passos Coelho responde desvalorizando de forma inadmissível Portas e reforçando de forma desastrada a posição de Vítor Gaspar no Governo. Este jogo de pingue-pongue é uma autêntica garotice que tem todos os ingredientes para acabar mal. Pouco interessa quem começou, ou quem é mais responsável. Se o Governo se desmoronar, o eleitorado explicará a um e a outro o que quero dizer.

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publicado às 07:00

Portugal e a Palestina [2]

por Paulo Gorjão, em 30.11.12
A Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu a Palestina como Estado observador não membro. Ou seja, 138 Estados-membros da ONU votaram a favor, incluindo Portugal, 41 abstiveram-se e apenas nove votaram contra (Israel, EUA, Canadá, República Checa, Panamá, Ilhas Marshall, Nauru, Palau e Micronésia).
A Palestina teve mais votos a favor ou abstenções do que esperado. É um resultado esmagador e o isolamento de Israel -- e dos EUA -- é indisfarçável, nomeadamente a nível europeu. Por exemplo, dos cinco Estados membros da UE que votaram contra a admissão da Palestina na UNESCO, apenas a República Checa manteve a sua posição.
Israel poderá tentar limitar os danos, mas eles são evidentes. Em sentido contrário, a Autoridade Palestiniana que não caia na tentação de ler mais do que aquilo que deve nestes resultados. O melhor, porventura, seria deixar assentar a poeira para depois, com mais calma, tentar perceber melhor o que mudou. Alguma coisa mudou, seguramente.

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publicado às 00:35

O regresso do guerreiro

por Paulo Gorjão, em 30.11.12
Prossiga, portanto, o processo de selecção natural.

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publicado às 00:08

Termómetro [7]

por Paulo Gorjão, em 29.11.12
1. "Palestina reconhecida = Israel democrático". 2. "PSD diz que Mário Soares agiu de forma muito semelhante em 1983/85 ao actual Governo". 3. "PS vota a favor na generalidade da proposta do Governo para rever trabalho portuário".

1. "Sindicato: "Os estivadores estão firmes e vão continuar a lutar"". 2. "Controladores aéreos serão os únicos a receber subsídio de férias em 2013". 3. "Paulo Núncio: Mais de 15 mil empresas declararam rendimentos abaixo da faturação".

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publicado às 18:30

Os oráculos

por Paulo Gorjão, em 29.11.12
É constitucional, sim senhor. Não, não é.
Uma dúvida: E deixar falir o Estado social, é constitucional?

[Adenda]
Jorge Miranda é o dono da bola. Ele é que diz quem joga, caso contrário não há jogo. Se alguém quiser formar as equipas, usurpando o lugar que ele entende ser seu legitimamente, é logo excluído.

[Nova Adenda]
Por mim acabava-se com esta coisa chata das eleições regulares, livres e justas e dos programas eleitorais sufragados pelo voto popular. O governo ficava à guarda de um conselho de sábios não eleitos. O Tribunal Constitucional, por exemplo. Aquilo é que era. Portugal saía da crise num trimestre.

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publicado às 17:24

A carta de Soares

por Paulo Gorjão, em 29.11.12
Mário Soares, naturalmente, não é homem de enviar um email. O ex-Presidente, claro está, envia a tradicional carta, subscrita pelos personagens do costume. A carta é essencialmente um exercício para consumo interno no PS e para Soares fazer prova de vida política. Acontece que noutros tempos, em vez de 70, esta carta teria sido assinada por 700 personalidades. (Esta coisa das personalidades, refira-se, tem muito que se lhe diga. Fica para uma outra oportunidade.) Soares poderia exigir o realinhamento físico dos planetas no sistema solar por ordem alfabética, ou a redefinição do calendário gregoriano, e ninguém pensaria duas vezes antes de assinar. O que mudou?
Noutros tempos, o faro político de Soares não o deixava ficar mal desta maneira. A sua intuição dir-lhe-ia imediatamente que esta carta é um exercício infeliz, um sinal de fraqueza e não de força. E dir-lhe-ia também que em democracia o voto dos portugueses é soberano, por muito que isso custe a Soares. O actual Governo, goste-se ou não dele, foi eleito para cumprir um mandato e é esse mandato que está a cumprir. Lamento se tal prejudica as conveniências de Soares e de alguns amigos.

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publicado às 13:51

Estados de alma

por Paulo Gorjão, em 29.11.12
Este Governo não voltará a ter o meu voto. Ocasionalmente leio nas redes sociais frases neste sentido, quase sempre em tom de desabafo. O futuro dirá se muitos dos seus autores terão a mesma opinião no momento de votar. Será verdade nalguns casos. Noutros a decisão será seguramente reconsiderada, por razões diversas. Uns porque a seu tempo o Governo terá resultados palpáveis para mostrar e porque entretanto a memória dos dias mais difíceis se foi tornando menos presente. Outros porque, analisadas as alternativas, entenderão que é a opção menos má.
Não sei qual irá ser o resultado das próximas eleições legislativas. Está tudo em aberto, independentemente dos actuais resultados nas sondagens. Isto dito, o Governo até poderá vir a perder as próximas eleições legislativas. Não seria, aliás, um drama. Mas de uma coisa ninguém poderá acusar Pedro Passos Coelho (e Paulo Portas). Com erros políticos pelo meio, alguns perfeitamente evitáveis, ninguém poderá afirmar que o Governo escolheu o caminho mais fácil, ou que tem sido politicamente irresponsável. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas têm mantido um rumo que resulta de compromissos anteriormente assumidos com a troika e adicionalmente das suas convicções pessoais -- no caso de Passo Coelho, muitas delas, aliás, expressas no seu livro publicado antes das eleições de 2011.
Sejamos claros. No essencial, não se pode dizer que o Primeiro-Ministro poderia, ou deveria, ter governado de forma diferente até ao momento. Infelizmente, como sabemos de forma dolorosa, a sombra do passado pesa muito no presente. E é por isso que, no essencial, temos de continuar neste rumo, de modo a que o passado não nos continue a asfixiar no futuro.
Sabemos que não temos alternativa, por muito que isso nos custe. Confrontados com esta realidade, ir expressando os nossos estados de alma, por mais efémeros que sejam, é uma das poucas formas que nos restam para ir gerindo a nossa frustração política. Ao contrário dos deputados não temos ao nosso alcance a possibilidade de fazer uma declaração de voto. Nós não temos um instrumento que nos permita fazer o que tem de ser feito, ao mesmo tempo que vamos dizendo que não gostamos daquilo que tem de ser feito. Resta-nos ir desabafando. É a vida.

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publicado às 02:53

Mais uma entrevista de Passos Coelho

por Paulo Gorjão, em 28.11.12
Se alguém me perguntar para que serviu a entrevista de hoje de Pedro Passos Coelho tenho de confessar não saber a resposta. Poucos momentos depois, constato que não retive uma proposta, ou uma mensagem central. O Primeiro-Ministro passou o tempo a explicar e a esclarecer assuntos que já estão explicados por natureza. Nada daquilo que disse, absolutamente nada, contribuiu para moldar os corações e as mentes dos portugueses. Tipicamente uma entrevista para uns quantos happy few em circuito fechado.

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publicado às 22:22

Crónica de um fim anunciado

por Paulo Gorjão, em 28.11.12
O Parlamento de São Tomé e Príncipe derrubou hoje o Governo de Patrice Trovoada, numa sessão em que a ADI do Primeiro-Ministro faltou aos trabalhos. Tudo muito previsível. Aliás, o que aconteceu hoje estava escrito nas estrelas desde o início em Agosto de 2010. De certo modo, a eleição presidencial de Manuel Pinto da Costa, em Agosto de 2011, foi a cereja que veio colocar um ponto final no período de vigência deste Governo. Faltava formalizar o acto.
Desenganem-se, porém, aqueles que começaram imediatamente -- e de forma precipitada -- a escrever o óbito político de Patrice Trovoada. Mais tarde ou mais cedo, he'll be back.

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publicado às 17:47

Termómetro [6]

por Paulo Gorjão, em 28.11.12
1. "França e Espanha juntam-se a Portugal para votar "sim" ao reconhecimento palestiniano na ONU". 2. "Passos Coelho escreve ao Presidente palestiniano sobre apoio português na ONU".

1. "Líder da oposição cabo-verdiana lamenta ausência de encontro com Passos". 2. "Memorando original "não ajuda" ao investimento".

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publicado às 17:27

O diabo está sempre...

por Paulo Gorjão, em 28.11.12
...nos detalhes. Detalhes e mais detalhes...

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publicado às 17:13

1. Manuel Marcelo Curto, "Europe -- a Promethean partnership -- against the odds" (IPRIS Occasional Paper, No. 6, November 2012).
2. Bruno Oliveira Martins, "The Operation "Pillar of Defense" and the Reshaping of the Middle East" (IPRIS Viewpoints, No. 110, November 2012).

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publicado às 16:54

O efeito medicinal da declaração de voto

por Paulo Gorjão, em 27.11.12
Será, porventura, um dos exercícios mais estéreis e mais inconsequentes na actividade política. Um deputado cumpre a disciplina de voto a que está obrigado numa matéria em que discorda, seja na forma ou no conteúdo, em maior ou menor dimensão, e depois apresenta uma declaração de voto.
No fundo, a declaração funciona como uma espécie de placebo que minora psicologicamente o impacto do acto político. Estamos, naturalmente, no domínio da psicologia e não da política. O que, bem vistas as coisas, nem é nada de muito estranho. Não falta quem queira prosseguir a actividade política no plano judicial. Como diria o outro, isto anda tudo ligado.

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publicado às 21:36

Termómetro [5]

por Paulo Gorjão, em 27.11.12
1. "Seguro garante que continuará a lutar no "terreno político" contra orçamento". 2. "Portugal terá juros mais baixos e prazos mais longos nos empréstimos europeus". 3. "Constitucionalistas defendem que deve ser Cavaco a enviar OE para Tribunal Constitucional". 4. "Passos Coelho visita Cabo Verde para cimeira de cooperação".

1. "OCDE: Metas do défice para 2013 e 2014 exigem medidas adicionais". 2. "Isabel Moreira promete levar de novo OE ao Tribunal Constitucional".

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publicado às 18:00

Sem negociar nada

por Paulo Gorjão, em 27.11.12
Portugal e o ninho do cuco.

[Adenda]
Afinal, imitar a Grécia não vale a pena porque é possível obter as suas vantagens sem ter os seus inconvenientes. O Governo deveria lembrá-lo, se outra razão não existisse, porque esta decisão mostra que a estratégia do bom aluno produz resultados.

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publicado às 10:19

Uma base militar chinesa nas Lajes?

por Paulo Gorjão, em 27.11.12
No início do mês, um analista levantou a hipótese de a China poder estar a equacionar a hipótese de substituir, digamos assim, os EUA nas Lajes. O assunto foi repescado dias depois por uma outra publicação norte-americana. Esta especulação, convém frisar, tal como um castelo de cartas, tem bases pouco sólidas. Uma escala de poucas horas nos Açores em Junho, pelo Primeiro-Ministro chinês Wen Jiabao, é o único facto que a sustenta.
Isto dito, seguramente por falta de assunto, tal não impediu o jornal Público de pegar ontem no tema, sem acrescentar um único facto novo, o que é compreensível, uma vez que não há factos, sejam eles novos ou velhos (Público, 26.11.2012: 9). Mas aquilo que verdadeiramente vale a pena ler é o editorial em que se afirma que "o fantasma chinês (...) surge para Portugal como uma bóia de salvação. E, porque não, como trunfo negocial (Público, 26.11.2012: 43)". Isto é puro delírio, revelador de uma grande falta de bom senso. Alguém consegue imaginar Pedro Passos Coelho ou Paulo Portas, sem factos e informação credível, a chantegear os EUA com um hipotético interesse chinês nas Lajes? Alguém considera razoável a existência de uma base militar chinesa nos Açores, sendo Portugal um Estado membro da NATO?
Nada disto faz sentido, no curto e no médio prazo. Os EUA continuam a ser a potência marítima dominante e as relações transatlânticas mantêm-se como um pilar central da política externa portuguesa.
Pessoalmente até considero que poderemos estar a assistir a uma recomposição da geografia estratégica portuguesa, mas estamos ainda numa fase embrionária desse processo. Acresce que essa reconfiguração, para já (e assumindo que tem pernas para andar), tenderá a manifestar-se sobretudo no domínio económico e, porventura, alguma coisa no campo político. O resto -- e na sempre muito sensível área da defesa -- são cenários especulativos sem qualquer adesão à realidade.

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publicado às 00:32

Termómetro [4]

por Paulo Gorjão, em 26.11.12
1. "Défice até Outubro está a mais de 1.400 milhões de euros do limite da troika". 2. "70,2% dos portugueses rejeitam eleições antecipadas". 3. "Portugal precisa de um "choque de competitividade"".

1. "Greve nos portos prolongada até 17 de Dezembro". 2. "João Ferreira do Amaral: Segundo resgate é "inevitável"".

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publicado às 19:25

A venda ainda se mantém?

por Paulo Gorjão, em 26.11.12
Lembram-se da venda da Controlinveste?
Foi notícia há quase um mês e meio. Uma notícia nunca confirmada, nem desmentida. António Costa, director do Diário Económico, que na altura assinou o artigo com essa informação, talvez nos pudesse actualizar sobre o estado do suposto negócio.

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publicado às 18:25

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