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Leituras

por Paulo Gorjão, em 31.10.12
1. Luís Rego, "Refundar também é ir mais fundo" (Diário Económico, 31.10.2012).

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publicado às 18:56

Um rumo diferente

por Paulo Gorjão, em 31.10.12
Aprovado o OE para 2013, alguém conhece as alternativas e as propostas do PS? Alguém conhece o OE sombra do PS?
Em termos concretos e objectivos, o que faria o PS de diferente, alguém sabe?
Dão-se alvíssaras a quem souber a resposta.

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publicado às 16:31

Taxa sobre as PPP

por Paulo Gorjão, em 31.10.12
Tando como pano de fundo a aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2013, lembrei-me da nova taxa sobre as PPP que o António José Seguro anunciou que iria submeter ao Parlamento. O PS já se comprometeu com uma data concreta para a sua apresentação?

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publicado às 16:24

Uma nódoa [1]

por Paulo Gorjão, em 31.10.12
A ser fidedigna a transcrição das palavras de Ehud Gol, embaixador de Israel em Lisboa, proferidas numa conferência esta semana, então não vejo como o MNE as possa ignorar . Repito, se o relato da jornalista é fiel (Público), nesse caso parecem-me inadmissíveis as observações que fez em público. Ehud Gol não pode dizer numa conferência que Portugal tem de "assumir responsabilidades pelo seu passado", ou afirmar que não percebe as razões que levam Portugal a optar por ser apenas observador numa task force qualquer. Gol pode ter as opiniões que quiser, mas não pode, ou não deve, expressá-las publicamente. Um embaixador não tem que fazer reparos à política interna ou externa do país em que está a prestar funções. Por motivos óbvios.
Aparentemente, hoje em dia, somos todos comentadores, desde o CEO de um banco ao mais cinzento embaixador. A tradicional contenção verbal, pelos vistos, entrou em desuso.

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publicado às 09:50

O não-comentador político [2]

por Paulo Gorjão, em 31.10.12
Fernando Ulrich voltou a dar um ar de sua graça e afirmou que Portugal aguenta mais austeridade. Mais uma intervenção muito oportuna, como se percebe.

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publicado às 08:32

Loja dos 300

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
"Propostas e alternativas não nos faltam", disse António José Seguro.
Na verdade, faltam e muito. São, aliás, mais escassas do que água no deserto. Esse é o grande problema de Seguro. O líder do PS tem muito pouco para oferecer aos portugueses no domínio das alternativas. Por isso resta-lhe a demagogia e esconder as medidas duras que teria de tomar se estivesse no Governo. É pouco, muito pouco, para quem se quer afirmar como uma alternativa credível.

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publicado às 19:13

Refundação [5]

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
"O Governo não está a preparar nenhum segundo resgate, que isto fique bem claro", disse Pedro Passos Coelho. Certo, não está a preparar, mas admite essa hipótese, quanto mais não seja para tentar tirar espaço de manobra ao PS, recorrendo a velhas tácticas políticas mais gastas do que algumas solas de sapatos.
Sejamos claros. Se não está a preparar, então que nem mencione essa hipótese. Já não há paciência para tanta contradição, tanto avanço e tanto recuo. Tanta inconsistência, tanta descoordenação. Organizem-se de uma vez por todas, caramba.

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publicado às 17:15

O Lello de Seguro

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
Já cá faltava mais uma intervenção de José Junqueiro.

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publicado às 16:55

Os interesses da senhora Merkel

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
"Precisamos de ter um Governo e um Primeiro-Ministro com voz na Europa, que defenda os interesses de Portugal na Europa e que não defenda os interesses da senhora Merkel", disse António José Seguro.
Francisco Louçã não teria dito de forma diferente. O PS, pelos vistos, quer disputar o terreno da demagogia com o Bloco de Esquerda. É uma opção.
Isto dito, fica mal ao líder do maior partido da oposição fazer este tipo de acusação populista e sem qualquer sentido. Fica-lhe mal, ponto.

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publicado às 16:50

Taxas de juro

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
Olhando para a intervenção de Pedro Passos Coelho podemos deduzir que a alteração das taxas de juro não será uma das prioridades numa eventual renegociação do programa de ajustamento?

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publicado às 12:02

O bater das asas de uma borboleta no Porto...

por Paulo Gorjão, em 30.10.12
...pode provocar uma tempestade em Lisboa e em Luanda. Lembram-se disto?
O assunto não teve grande atenção da parte da comunicação social portuguesa, mas isso não quer dizer que não tenha tido possivelmente repercussões de natureza política ou diplomática. Se voltar a acontecer algo semelhante, ficará sem resposta da parte de Luanda?
Duvido. Aposto, aliás, que isso foi devidamente comunicado a Lisboa.

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publicado às 02:12

Refundação [4]

por Paulo Gorjão, em 29.10.12
Esquizofrenia política: No sábado, Miguel Relvas diz-nos que faltam 20 meses para acabar o programa de ajustamento. Na segunda-feira, Pedro Passos Coelho abre a porta a um eventual segundo resgate.
Não percebo nada disto.

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publicado às 23:00

Refundação [3]

por Paulo Gorjão, em 29.10.12
As críticas de Marcelo Rebelo de Sousa à proposta de Pedro Passos Coelho de "refundação do memorando de entendimento" não têm sentido. Posso considerar que esta proposta não terá resultados substantivos, mas de qualquer modo tem lógica tanto estratégica como tacticamente.
Julgo que não tem muito sentido e não tem adesão à realidade dizer que a proposta do Primeiro-Ministro abre a porta ao PS para se desvincular do programa de ajustamento. António José Seguro sabe que precisa de algo um pouco mais substantivo do que isso...

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publicado às 16:32

A solução adiada

por Paulo Gorjão, em 29.10.12
"If you keep piling austerity programme on austerity programme for a sufficiently large number of years, then the policy might eventually work. But that’s a politically unrealistic proposition. Portugal, for example, is already cutting subsistence payments for very poor people to meet the agreed deficit targets.
I believe therefore that crisis resolution still has to happen, but I see no evidence that we are getting there, not even in small steps. I do not expect any change in this situation even after the German elections. Since the crisis is not going to resolve itself, I cannot see any fundamental change in the situation – except that the ECB has removed the risk of accidents in the short term."
Wolgang Munchau, "Crutches prop up euro, but it’s still lame" (Financial Times, 29.10.2012).

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publicado às 11:25

O Governo de transição da Guiné-Bissau exigiu "uma explicação clara e justificada" de Lisboa sobre "a expedição terrorista do capitão Pansau Intchama ", antes de "ser forçado a rever as suas relações com Portugal".
Isto é uma delícia e mais um sinal do desespero que paira em Bissau. Rever as relações com Portugal? Quais relações se Portugal não reconhece o Governo de transição como legítimo?
Adiante. Fernando Vaz nada manda. Dabana Walna, sim, manda alguma coisa, tendo em conta que é o homem de mão de António Indjai, e é aqui que está o verdadeiro centro de poder e de decisão.
É claro que o Governo oriundo do golpe de Estado de Abril gostaria que Portugal lhe prestasse explicações. Era um passo, ainda que indirecto, no seu reconhecimento por Portugal enquanto interlocutor.
Sejamos claros. O Governo de transição -- transição essa que há muito descarrilou no calendário -- não quer seguramente agravar mais ainda a sua relação com Portugal e com a CPLP. Se o fizer será a própria CEDEAO/ECOWAS quem lhe tirará o tapete.
Tudo isto não passa de fumaça e de actos de gente desesperada.

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publicado às 19:22

Esta foto (via DC) vale por mil palavras. As actuais autoridades militares da Guiné-Bissau, julgo que num trecho do percurso até à prisão, envolvem Pansau Intchama na bandeira portuguesa, num gesto gratuito e infantil para o associar a Portugal. Patético. Esperemos que a integridade física de Intchama não esteja em causa e que não haja confissões arrancadas sob tortura física. Como referi num pequeno apontamento à Radio France Internationale, importa ouvir Intchama para perceber exactamente o que se passou. Isto dito, a estabilidade na Guiné-Bissau continua assente em fundações muito frágeis. A encenação montada pelos golpistas de Abril e que a foto mostra revela bem o desespero que se vive por estes dias em Bissau.

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publicado às 16:23

"Amigos da Coesão"

por Paulo Gorjão, em 28.10.12
Pedro Passos Coelho anunciou que no dia 13 de Novembro se vai realizar, em Bruxelas, uma nova cimeira do grupo "Amigos da Coesão". Trata-se de um tema seguir com muita atenção, uma vez que é do interesse nacional que estamos a falar.
Assinale-se, já agora, por mera curiosidade, que Pedro Passos Coelho revelou ontem que teve a iniciativa, em conjunto com o Primeiro-Ministro polaco, Donald Tusk, de promover esta cimeira adicional. Muito claramente, ao fazer esta revelação, o Governo está a procurar responder aos críticos que o acusam de falta de iniciativa no plano europeu.

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publicado às 10:29

Refundação [2]

por Paulo Gorjão, em 28.10.12
António José Seguro reage, na linha do que era previsível.

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publicado às 07:08

Refundação [1]

por Paulo Gorjão, em 28.10.12
Pedro Passos Coelho afirma que até 2014 vai realizar-se uma reforma do Estado que constituirá "uma refundação do memorando de entendimento" e defendeu que o PS deve estar comprometido com esse processo.
Uma dúvida: Houve conversas prévias entre o Governo e o PS, ou o convite para a "refundação" foi feito, desta forma, na praça pública?
Se houve conversas prévias e o líder do PS não excluiu de imediato qualquer negociação, então assumo que o assunto é minimamente sério. Caso contrário, esta intervenção limita-se apenas -- e legitimamente -- a tentar encostar o PS às cordas. Jogo político, pura e simplesmente.
Algo me diz que António José Seguro, com as limitações que se conhecem no seu espaço de manobra político interno, em circunstância alguma aceitaria refundar o que quer que seja, mesmo que o Presidente actuasse como mediador. Aliás, se houve contactos prévios parece-me altamente provável que o líder do PS tenha manifestado de imediato a sua indisponibilidade para negociar.

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publicado às 00:17

Ser proactivo, no momento possível

por Paulo Gorjão, em 27.10.12
Paulo Portas pediu que Portugal seja proactivo, "sem ser beligerante", "quer política, quer tecnicamente", nas negociações com a troika na próxima avaliação, a sexta, que terá lugar em Novembro.
Esta intervenção de Paulo Portas é muito interessante. Tal significa que o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) reconhece que até aqui Portugal não o tem sido. Este reconhecimento é uma novidade, uma vez que pela primeira vez um membro do Governo admite descolar, ainda que parcialmente, da estratégia do bom aluno. Adicionalmente, interpreto estas palavras como uma admissão de culpa (na parte política) e uma crítica a Vítor Gaspar (na componente técnica). Mais importante e aquilo que é essencial: Portas sinaliza uma eventual alteração de curso táctico.
"Nós também lemos, também ouvimos, também sabemos as evoluções no pensamento internacional sobre os programas de ajustamento. E por isso reafirmo aqui que considero importantes e amigas as declarações da senhora directora-geral do Fundo Monetário Internacional", afirmou o MNE, referindo-se às declarações de Christine Lagarde. Ora, admitindo que possa estar a preparar-se um ajustamento de táctica, ou mesmo até de estratégia, importa definir muito claramente os objectivos.
Aparentemente, o Governo continua a não querer mais tempo, aliás em sentido contrário ao que foi sugerido por Lagarde. O alvo serão as taxas de juro?
Não sei.
Independentemente de se avançar na renegociação das taxas de juro, serão seleccionados outros temas?
Julgo que sim. Parece-me que Governo se está a preparar para fazer frente à troika noutras matérias. O valor do IRC de 10%, por exemplo, e que o FMI alega desconhecer, por agora. O valor do IRC, recorde-se, foi um dos pontos de enorme divergência entre a Irlanda e a União Europeia e no próprio seio da União Europeia.
Não haja dúvidas. A margem de manobra de Portugal está seguramente a aumentar. Numa leitura rápida, encontro três motivos para isso. Primeiro, Portugal tudo tem feito de acordo com as recomendações da troika. A estratégia do bom aluno confere algum espaço de manobra a Portugal, espaço esse que não tinha anteriormente. (By the way, é curioso comparar o apelo à proactividade de Portas com a inexistência de espaço de manobra negocial de Gaspar, o homem da maratona...) Segundo, intervenções como a de Christine Lagarde, bem como as posições assumidas recentemente pelo FMI, abriram uma brecha na ortodoxia oficial e poderão permitir a abertura de algum espaço para a política e a negociação. Terceiro, a capacidade negocial da troika diminui à medida que sucessivas tranches do empréstimo vão sendo transferidas. Dito de outro maneira, à medida que a cenoura diminui, de igual modo diminui também o bastão. Tudo somado, Portugal tem espaço para, hipoteticamente, assumir uma nova postura. Veremos, a seu tempo, quais os resultados alcançados pela proactividade.
Quer isto dizer que o Governo finalmente começa a ajustar a narrativa oficial à realidade?
A confirmar-se são excelentes notícias, como é óbvio.

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publicado às 19:51

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