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Marcelo Rebelo de Sousa...

por Paulo Gorjão, em 30.09.12
...explica aquilo que me parece ser óbvio para qualquer pessoa. O Governo tem de reconquistar a iniciativa política e, nessa medida, a remodelação governamental é uma peça importante nesse puzzle. Mas por si só não chega. É preciso dar primazia à política e ao combate político. Como frisa João Gonçalves, "o Governo tem a obrigação política e moral de redescrever o seu registo de actuação política".

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publicado às 21:47

Regras de convivência

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
Ao cuidado da Comissão de Coordenação da Coligação:
O CDS, putos traquinas, aproveitam sempre, como quem não quer a coisa, para ir dando umas palmadas nos colegas do PSD. O PSD, meninos bem comportados, que tenha notado nunca pregam umas rasteiras nos colegas do CDS. Mais, de forma incompreensível, comem e calam. Pelos vistos, anda tudo ocupado com assuntos mais importantes do que o dia a dia politico-partidário. Subitamente, os deputados do PSD (e não apenas eles) são todos tecnocratas e ninguém quer sujar os dedos com minudências de natureza politico-partidária.
O alvo desta vez foi António Borges. As palmadas, refira-se, são inteiramente merecidas, mas não é isso que está em causa. O que está aqui em discussão é o facto de o CDS sistematicamente -- repito, sistematicamente -- se sentir livre para criticar em público figuras do PSD. O que está aqui em causa é o facto de o CDS não cumprir um silêncio disciplinado em relação às intervenções de membros do PSD, por mais infelizes que sejam. A leitura alternativa, que não acredito que corresponda à realidade, é que Paulo Portas não controla os seus mais próximos colaboradores. Ora, se não é disso que se trata, o que espera o líder do CDS para exigir contenção verbal às suas tropas? Em sentido contrário, se isso não acontecer, o que espera o PSD para começar a dar uns tiros de dissuasão em algumas figuras do CDS?
É este o caminho que o CDS quer trilhar? Se a resposta for afirmativa, o que espera o PSD para responder?

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publicado às 21:03

Uma, duas, três vezes... [2]

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
António Borges é uma espécie de Rei Midas, mas ao contrário.

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publicado às 20:44

Problema deontológico

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
Faria de Oliveira, em entrevista ao Diário de Notícias (supl. Dinheiro Vivo), afirma que por razões de ordem deontológica, enquanto chairman da Caixa Geral de Depósitos, não se deve pronunciar sobre a eventual privatização do banco público. Lidas as suas não-respostas -- repito, por motivos de natureza deontológica -- interrogo-me se ficou alguma coisa por (não) dizer...

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publicado às 20:34

Alerta amarelo

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
Activar imediatamente a Comissão de Coordenação da Coligação...

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publicado às 19:36

Despesa pública vs. dívida

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
"Nós [Portugal] não temos um problema de despesa. Nem Portugal tem, à entrada da crise e agora, indicadores de nível de despesa pública que sejam maiores do que a generalidade dos países europeus. Portugal tem em 2011 um nível de despesa pública no PIB de 48,9%. A média da União a 27 é 49,1% e da Zona Euro é 49,4%. (Fonte: Eurostat.) (...) É evidente que temos uma crise de endividamento global que atingiu os níveis que atingiu pela forma como o euro foi construído. Em moeda própria, nunca Portugal teria os níveis que tem. O endividamento é muito maior no sector privado que no público. Dois terços da dívida externa é privada", disse Fernando Medina, ex-secretário de Estado no Governo de José Sócrates e actualmente deputado do PS (Jornal de Negócios, supl. Weekend, 28.9.2012: 7).
Estas linhas explicam, em larga medida, a análise e a posição do PS. É por isso que o PS é tão resistente ao corte na despesa. Afinal, Portugal não tem, na sua visão, um problema de despesa. De certo modo contra a sua vontade,  Medina apenas está disponível para reconhecer que se tem um problema de dívida, mas também aqui com atenuantes. Em primeiro lugar, o problema de endividamento não é culpa nossa, mas sim do euro. E em segundo, o endividamento é sobretudo privado. Moral da história?
Está tudo bem, portanto...

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publicado às 18:57

Uma, duas, três vezes... [1]

por Paulo Gorjão, em 29.09.12
António Borges tem uma capacidade notável para intervir de forma a prejudicar aquilo que defende. A partir de hoje não me parece que tenha muitas condições para continuar a prestar serviços de consultoria ao Governo. E se pensava em vir a ser ministro, bom...

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publicado às 17:44

Não vende ilusões? Are you kidding me? [2]

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
"É preciso arrepiar caminho", diz António José Seguro. Certo. Mas qual a alternativa? O que propõe em concreto?

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publicado às 22:32

Não vende ilusões? Are you kidding me? [1]

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
Claro que António José Seguro não vende ilusões. É por isso que o líder do PS afirma que os próximos tempos serão de dificuldades, mas não arrisca dizer mais do que isso. Sempre vago e superficial. Dão-se alvíssaras a quem souber o paradeiro das medidas difíceis propostas por António José Seguro para resolver a nossa actual situação.
Não vende ilusões? Oh common, give me a break...!

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publicado às 20:00

Fundações

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
Carlos Zorrinho entende que a montanha pariu um rato, referindo-se à decisão anunciada pelo Governo sobre o corte de apoios públicos às fundações. Talvez tenha razão. Mas já agora avivem-me a memória, se faz favor. No Governo de José Sócrates, do qual Zorrinho fazia parte, a montanha pariu o quê? Nada, absolutamente nada, não foi?

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publicado às 16:42

Leituras

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
1. Adolfo Mesquita Nunes, "Paradoxo constitucional (2)" (i, 28.9.2012).

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publicado às 15:37

Uma nova relação

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
Quer Marques Mendes e quer qualquer pessoa de bom senso que tenha votado em Pedro Passos Coelho.

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publicado às 14:00

Speakers' Corner

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
Fernando Ulrich e Ricardo Salgado falam que se farta sobre a situação política e económica em Portugal. Não há semana em que não expressem a sua opinião sobre os mais variados temas da actualidade. Pelo andar da carruagem, um destes dias ainda teremos um programa televisivo semanal com os dois no papel de comentadores. Naturalmente, Fernando Ulrich e Ricardo Salgado não têm qualquer limitação quanto à sua liberdade de expressão. Isto dito, alguma parcimónia nas suas intervenções públicas talvez não fosse uma má opção. É que a banalização em curso das suas intervenções torna menos valiosa a sua intervenção pública quando ela for realmente necessária.

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publicado às 08:16

Negociar um resgate com Espanha...

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
...é outra conversa. A escala é outra. Espero que o governo espanhol consiga condições muito vantajosas. Cá estaremos depois para exigir igualdade de tratamento. Igualmente importante. Um clube de resgatados envolvendo Espanha é igualmente outra conversa. A escala é outra...

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publicado às 01:23

Sim, mas como?

por Paulo Gorjão, em 28.09.12
"É preciso adaptar o memorando à realidade e não adaptar a realidade ao memorando", defendeu António José Seguro. Um bom sound bite, sem dúvida, mas é apenas disso que se trata. Infelizmente, por razões diversas, o líder do PS nunca vai para além de breves declarações superficiais. Nunca concretiza, ou especifica, nada. É sempre tudo muito vago e pouco preciso. Se existe uma alternativa, concreta e real, o PS nunca é capaz de a evidenciar.

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publicado às 00:02

O que se tem passado ao longo...

por Paulo Gorjão, em 27.09.12
...desta semana confirma aquilo que aqui escrevi. Paulo Portas era suposto ter estado durante toda a semana em Nova Iorque. Tanto quanto julgo saber, retido em Lisboa no âmbito da elaboração do OE para 2013, o ministro dos Negócios Estrangeiros acabou por não ir à sessão de abertura da 67ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Ainda que esta semana de certo modo seja 'anormal' e mesmo tendo em conta que Paulo Portas tem tido um bom desempenho como MNE, parece-me evidente que ele não pode continuar nessa função ao longo desta legislatura e que na remodelação governamental deveria transitar para vice-PM ou ministro da Presidência. Mais. A sua presença em Lisboa mostra como o Conselho de Coordenação da Coligação foi uma encenação para inglês ver. O problema entre PSD e CDS nunca esteve no plano partidário, mas sim no governamental. E é por isso que Paulo Portas tem de ser chamado a assumir outro tipo de responsabilidades políticas.

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publicado às 18:16

Cegueira

por Paulo Gorjão, em 27.09.12
Como é possível que em tempos de tantos sacrifícios a iniciativa legislativa do PSD e do CDS preveja uma redução de apenas -- repito, apenas -- 20% no montante das subvenções dos partidos políticos e campanhas eleitorais?
Não era importante de um ponto de vista político e simbólico dar um exemplo único com um corte de enorme impacto? Aqui o PSD e o CDS não podem argumentar que há forças de bloqueio. Aqui apenas depende de si e de mais ninguém e cortam apenas 20%? Alguém consegue perceber isto?
E o PS alinha nisto? Num corte desta dimensão sem significado político?

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publicado às 17:41

Leituras

por Paulo Gorjão, em 27.09.12
1. António Costa, "Um ponto de não-retorno" (Diário Económico, 27.9.2012).
2. Pedro Santos Guerreiro, "O Orçamento que não queremos querer" (Jornal de Negócios, 27.9.2012).

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publicado às 15:45

Expliquem-me uma coisa...

por Paulo Gorjão, em 27.09.12
...se faz favor. Nos hipermercados, nas lojas gourmet, onde quer que seja, não se vendem uns pacotinhos de 250 gramas de bom senso em pó para misturar no café ou no chá? Ou será que está esgotado?
Santa paciência, tanto disparate.

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publicado às 13:41

A estratégia

por Paulo Gorjão, em 27.09.12
Paulo Pedroso colocou em votação no seu blogue a pergunta "a estratégia do Governo para 2013 deve ser":
1. Continuar a actual política de austeridade, se necessário indo além da troika.
2. Moderar a política de austeridade, se necessário renegociando com a troika prazos e condições.
3. Abandonar a política de austeridade, se necessário denunciando o acordo com a troika.
Duvido que a primeira opção tenha muitos votos. A última terá mais votos, seguramente, mas qualquer pessoa que pense um pouco tenderá a rejeitá-la de imediato. Suponho que o grosso das pessoas, pelo menos no arco que vai do PS ao PSD, escolherá a segunda opção. Esta hipótese, recorde-se, é aquela que anda mais próximo das posições de António José Seguro. O líder do PS, como se sabe, defendia que era necessário mais tempo. Julgo, posso estar enganado, que nunca disse exactamente quanto tempo adicional seria necessário na sua opinião. E julgo, igualmente (e também aqui posso estar enganado), que nunca foi muito explícito sobre que condições queria renegociar. O meu ponto, muito simples, é que esta segunda opção parece ser apenas uma questão de bom senso, mas é mais complexa do que possa parecer. É preciso saber, por exemplo, [1] o que queremos renegociar em termos de prazos e condições, mas também [2] se temos capacidade para renegociar o que quer que seja.
 O Governo e o PS que não tenham dúvidas: Pedro Passos Coelho vai assistir a uma crescente pressão para renegociar e vai ter de explicar de forma muito convincente porque não quer, ou porque não pode. António José Seguro, enquanto alternativa de governo e de modo a assumir uma posição minimamente credível, terá de explicar exactamente o que quer renegociar e porque pensa que será possível.
Adicionalmente, importa também reflectir sobre as vantagens e as desvantagens -- sim, não serão seguramente apenas vantagens -- de se moderar a austeridade e de se renegociar prazos e condições. Dito de outra maneira, quais as vantagens e as desvantagens de se abandonar a política do bom aluno e, consequentemente, de Portugal se afastar da Alemanha?
Estas questões a preto e branco, tal como sabe Paulo Pedroso, escondem muitos tons de cinzento. Mas isso não lhes retira relevância, apenas aconselha prudência nas respostas.

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publicado às 08:00

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